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Polícia analisa imagens para identificar agressores de casal gay
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AFONSO BENITES
DE SÃO PAULO
A Polícia Civil analisa imagens de câmeras de segurança de um posto de combustível na tentativa de identificar os dois homens que agrediram um casal gay, na região da avenida Paulista, na madrugada de sexta (30) para sábado (1).
Vídeo mostra rosto de suspeito de agressão
Veja galeria de imagens do caso
Casal gay é agredido na região da av. Paulista, em SP
O vídeo mostra os dois suspeitos discutindo com o casal no posto, que fica na esquina da rua bela Cintra com a Fernando Albuquerque. A briga aconteceu a 30 metros dali, em frente ao restaurante Mestiço, e não aparece nas imagens. A polícia afirmou que não divulgará o vídeo por enquanto.
| Robson Ventura/Folhapress | ||
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| Homem agredido na região da avenida Paulista quebrou o pé e está com escoriações no rosto |
O caso foi registrado neste domingo (2) na 78ª DP, no bairro Jardins. A agressão ocorreu pouco após o analista fiscal Marcos Villa, 32, deixar o bar Sonique com o namorado por volta das 4h da manhã de sábado. No caminho para casa, na rua Consolação, eles pararam no posto para comprar cigarros. Na fila para pagamento, sofreram ofensas de dois homens, que também haviam saído do mesmo bar.
"Eles começaram a provocar, chamar de viado e dizer que não merecíamos viver", conta Villa. "Pedi pra que eles parassem e tentei reverter a provocação em conversa. Meu namorado se exaltou um pouco e discutiu com eles".
O casal deixou o posto e foi seguido pelos agressores. Quando estavam em frente ao restaurante Mestiço, na rua Fernando de Albuquerque, foram alcançados e agredidos. "Foi na porta do restaurante, um monte de gente viu. Levamos vários socos e chutes no corpo todo. Meu namorado desmaiou", conta Villa. O analista observou ainda que os homens não eram carecas e nem pareciam neonazistas.
Ambos procuraram atendimento na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ainda no sábado. O namorado de Villa quebrou o pé e está com escoriações no rosto.
No dia seguinte, antes de procurarem a 78° DP, as vítimas tentaram registrar o caso na Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) -- mas o local fica fechado nos fins de semana.
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