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03/10/2011 - 18h45

Promotoria recebe inquérito que investiga morte de juíza

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DIANA BRITO
DO RIO

O Ministério Público do Rio informou que recebeu na última sexta-feira (30) o inquérito que apura o assassinato da juíza Patrícia Acioli, morta com 21 tiros em Niterói, região metropolitana do Rio, no dia 11 de agosto. O relatório final da investigação deve ser entregue pela Divisão de Homicídios apenas nesta terça-feira (4).

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A partir da análise do inquérito, uma força-tarefa formada por promotores decidirá se oferece ou não à Justiça a denúncia contra os 11 policiais militares suspeitos de participar do assassinato da magistrada.

Os PMs envolvidos já estão presos sob suspeita de participação no planejamento e na execução do crime, entre eles o ex-comandante do 7º Batalhão de São Gonçalo, Claudio Luiz Oliveira, suspeito de ser o mandante do crime. O ex-comandante afirma ser inocente.

Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo programa "Fantástico", da TV Globo, mostram que dois PMs presos sob suspeita de terem assassinado a juíza estiveram no local onde ela morava horas antes do crime.

As câmeras mostram o tenente Daniel Benitez, do 7º Batalhão da Polícia Militar (São Gonçalo), passando a pé pela ponte de acesso ao condomínio, localizado no bairro de Piratininga, em Niterói, às 15h45. Ele se dirige à rua onde a juíza residia.

Cerca de 25 minutos depois, o cabo Sérgio Costa Júnior, do mesmo batalhão, passa de moto pela ponte. Cinco minutos mais tarde, os dois deixam juntos o condomínio --Costa Júnior no veículo e Benitez a pé.

Segundo as investigações, os dois retornaram ao local à noite, junto com um terceiro policial --que fez acordo de delação premiada com a Justiça--, para assassinar a juíza.

Eles voltaram a ser flagrados por câmeras de segurança no trajeto entre o Fórum de São Gonçalo e a casa de Acioli. A magistrada foi morta com 21 tiros quando chegava em casa após um dia de trabalho.

Responsável pela nomeação de Oliveira para o Batalhão de São Gonçalo, o comandante-geral Mário Sérgio Duarte apresentou pedido de exoneração na última semana. O secretário de segurança José Mariano Beltrame nomeou então o coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, 54, para substituir Duarte no comando da corporação.

Editoria de arte/Folhapress
 

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