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05/10/2011 - 09h27

Ribeirão Preto (SP) vai limitar o teste rápido de dengue em 2012

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ANA SOUSA
DE RIBEIRÃO PRETO

A Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) deve deixar de fazer o NS1, o teste rápido para diagnóstico de dengue, em todos os pacientes com suspeita da doença em 2012.

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Neste ano, o município custeou com verba própria os testes para todos os pacientes com suspeita da doença.

O Estado deixa de pagar pelo exame quando a epidemia atinge 300 casos para cada 100 mil habitantes. Mas, no lançamento do plano estadual de combate à doença, ontem, considerou o exame prioritário para o monitoramento da circulação viral.

De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Maria Luiza Santa Maria, o NS1 deve ser mantido somente em áreas onde a epidemia não ocorre.

Nos locais em que houver grande transmissão, os pacientes serão submetidos ao teste clínico e ao hemograma.

"Fizemos [o teste] indiscriminadamente. Quando precisamos muito do teste, tivemos falta dos kits", afirma.

Silva Junior/Folhapress
Agentes fazem arrastão contra a dengue na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo
Agentes fazem arrastão contra a dengue na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo

JUSTIFICATIVA

Além de evitar reduções drásticas no estoque do NS1, a mudança deve gerar economia. Para bancar os exames neste ano, a secretaria gastou mais de R$ 250 mil.

Para o infectologista Celso Granato, da Unifesp, o alto custo é uma das desvantagens do teste rápido. "É caro. Quando se tem um quadro claro de epidemia, não é preciso fazer em todos os pacientes", diz.

O infectologista Luiz Jacintho da Silva, professor aposentado da Unicamp, considera que o NS1 aumenta a possibilidade de tratamento precoce, mas ressalta a importância de investimentos para prevenir o contágio.

"[O teste rápido] Contribui para reduzir a incidência de casos graves e, consequentemente, de óbitos. O problema é o controle do vetor", diz.

Até setembro deste ano, Ribeirão registrou 18.425 casos e 12 mortes pela doença --a segunda maior epidemia da cidade. Em 2010, pior registro da história, foram registrados cerca de 30 mil casos.

 

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