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05/10/2011 - 14h20

Polícia quer ouvir irmão e mãe de aposentados mortos em Jaú (SP)

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ARARIPE CASTILHO
DE RIBEIRÃO PRETO

A Polícia Civil ainda quer ouvir o advogado João Batista de Miranda Prado Neto, irmão das três pessoas da mesma família mortas no começo desta semana em Jaú (a 287 km de São Paulo). Ele não vive na cidade, mas, segundo o delegado Euclides Salviato, assim como a mãe, o irmão dos aposentados poderá ajudar a esclarecer o motivo do crime.

A tragédia que envolveu os Almeida Prado, uma das famílias mais tradicionais do Estado, aconteceu no domingo, quando, segundo a polícia, o aposentado Francisco Miranda de Almeida Prado, 59, atirou nas irmãs Ana Cecília, 60, e Ana Carolina, 66, e se matou com um disparo na cabeça.

A mãe deles, Anna Pacheco de Almeida Prado, 89, estava em casa quando tudo aconteceu e também deve ser ouvida após se recuperar do choque.

Salviato disse nesta quarta-feira que está em contato com outros parentes para saber quando poderá ouvir também o depoimento de Anna Pacheco.

Emocionalmente abalada, ela foi internada após o crime e recebeu alta nesta terça-feira (4).

O delegado afirmou hoje que não sabe se a mãe deles já tem conhecimento das mortes. No domingo, segundo a PM, apesar de estar no local do crime, Anna Pacheco acreditava que os filhos estivessem vivos.

BRIGA POR HERANÇA

Uma das suspeitas para o caso é que houve briga sobre a divisão de herança. Embora o sobrenome seja tradicional, vizinhos da família afirmam que eles "eram pessoas simples".

A polícia ainda não sabe quais bens faziam parte da suposta herança.

De acordo com o delegado, a polícia aguarda um retorno do advogado, que pode acontecer ainda hoje.

 

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