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05/10/2011 - 20h51

Infraero tenta reduzir barulho do aeroporto Santos Dumont, no Rio

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DA AGÊNCIA BRASIL

A Infraero (estatal que administra os aeroportos) adotará, nos próximos 15 dias, novos procedimentos para pousos e decolagens no aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, para reduzir o barulho provocado pelos aviões.

A informação foi dada pela presidenta do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), Marilene Ramos, que ocupa interinamente a Secretaria Estadual do Ambiente. Os novos procedimentos atingirão, principalmente, a chamada Rota 2, cujas operações de pouso e decolagem causam barulho excessivo que incomoda os moradores de bairros vizinhos, como Santa Teresa, Laranjeiras, Flamengo, Urca e Glória.

"Nós tínhamos notificado a Infraero para reduzir o número de voos nos horários mais críticos, entre as 6h e as 8h da manhã e, também, após as 20h, mas a Infraero conseguiu uma liminar suspendendo a vigência dessa determinação. Agora, a Infaero nos comunicou que, nesta primeira quinzena de outubro, adotará os novos procedimentos na Rota 2 para reduzir o barulho nos bairros mais afetados", disse ela.

As medidas da Infraero serão adotadas, "em fase de teste", por 45 dias, quando as aeronaves passarão a voar em altitudes maiores, com novos ângulos de aproximação.

A presidente do Inea disse, ainda, que o órgão já vem monitorando os níveis de ruído dos aviões no Santos Dumont, que chegam a 90 decibéis, quando o limite permitido durante a noite e a madrugada é, no máximo, 55 decibéis.

"Como já estamos com um sistema de monitoramento de ruídos já operando nos bairros mais afetados, principalmente Santa Teresa e Laranjeiras, nós vamos acompanhar este período de testes dos novos procedimentos para avaliar se realmente os ruídos serão reduzidos adequadamente, para que o aeroporto possa continuar operando sem causar tantos problemas para a vizinhança", disse.

Procurada pela reportagem da Agência Brasil, a Infraero informou não ter posição oficial a respeito do assunto. Segundo a Infraero, o gerenciamento do espaço aéreo é responsabilidade do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) A Agência Brasil não conseguiu contato com o órgão.

 

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