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06/10/2011 - 14h51

Polícia descarta que irmãos mortos em Jaú (SP) brigavam por herança

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ARARIPE CASTILHO
DE RIBEIRÃO PRETO

A Polícia Civil ouviu nesta quinta-feira o depoimento do advogado João Batista de Miranda Prado Neto, irmão das três pessoas mortas no último domingo em Jaú (2), e descartou a hipótese de briga pela divisão dos bens da família que carrega um dos sobrenomes mais tradicionais do Estado de São Paulo, os Almeida Prado.

Segundo o delegado responsável pela investigação do caso, Euclides Salviato, o advogado afirmou que os irmãos não vinham discutindo a partilha da herança, conforme se suspeitava, e que a quantidade de bens que poderiam ser herdados não é tão expressiva como chegou-se a acreditar.

"Ele [João Batista] disse que os bens já haviam sido divididos quando o pai morreu e que, agora, restava basicamente a casa onde a mãe e os três irmãos mortos moravam, mas é um imóvel comum, não tem nada de luxuoso ou extraordinário", contou o delegado.

A tragédia envolvendo a família Almeida Prado aconteceu no final da tarde de domingo, quando o bancário aposentado Francisco Miranda de Almeida Prado, 59, chegou à casa e, com dois tiros de um revolver 38, matou as irmãs Ana Cecília, 60, e Ana Carolina, 66, e em seguida se suicidou com um disparo na cabeça.

Ainda de acordo com o depoimento de João Batista, a mãe das vítimas, a aposentada Anna Pacheco de Almeida Prado, 89, não chegou a ver toda a tragédia.

Segundo a polícia, o advogado disse que ela estava em casa no momento do crime, mas em um cômodo diferente.

Com problemas de audição, conforme o filho, ela ouviu um barulho e, ainda sem saber que eram tiros, encontrou os três filhos caídos e a arma próxima ao corpo de Francisco.

João Batista repetiu que Anna Pacheco, assustada, tirou o revolver de perto do filho e "escondeu" na cozinha, perto da geladeira.

MISTÉRIO

Para o delegado, a motivação para Francisco matar as irmãs e depois se suicidar é um mistério que o aposentado "levou com ele".

De acordo com Salviato, João Batista também disse não ver motivos para o crime, já que a família vivia bem e sem histórico de brigas.

O advogado chegou a comentar que Francisco tinha o hábito de beber, mas não era um alcoólatra nem sofria de depressão.

No posto de gasolina onde o ex-bancário teria bebido antes de voltar para casa no domingo, a polícia apurou que ele apenas passou pelo local para "cumprimentar amigos".

A polícia agora aguarda laudos de exames nos corpos e na arma do crime. Confirmadas as suspeitas levantadas até agora, o caso deve ser encerrado.

 

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