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Ex-secretário de SP é indiciado sob suspeita de fraudes em hospital
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FELIPE LUCHETE
DE SÃO PAULO
MARÍLIA ROCHA
DE CAMPINAS
O ex-secretário de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo Jorge Roberto Pagura foi indiciado na quarta-feira (5) pela Polícia Civil sob suspeita de ter participado de esquema de fraudes na saúde em Sorocaba (99 km de São Paulo).
Médico neurocirurgião, Pagura é suspeito de ter assinado ponto no ano passado sem ter feito expediente no Conjunto Hospitalar de Sorocaba, instituição vinculada ao governo estadual. Ele responderá pelos crimes de formação de quadrilha e falsificação de documentos. A defesa nega irregularidades.
Três ex-diretores do hospital são citados no inquérito, segundo o delegado Rodrigo Ayres da Silva.
Ao todo, 41 pessoas já foram indiciadas, entre diretores, médicos, dentistas e supervisores do hospital, além de empresários que participaram de licitações. Para o delegado, todas elas integraram o esquema, que começou em 2009, no qual funcionários recebiam por plantões não cumpridos e licitações eram fraudadas.
Doze pessoas foram presas em junho durante operação da polícia e liberadas dias depois. Pagura não foi preso, mas deixou o governo.
O advogado do ex-secretário, Frederico Crissiúma de Figueiredo, afirmou que ele prestava serviços de assessoria em projetos ao hospital, e não atuava como médico. Por isso, diz o advogado, ele não precisava cumprir expediente no local e assinava ponto --porque não havia outra maneira de registrar as horas trabalhadas.
Figueiredo diz ainda que as investigações contra Pagura não têm validade, porque o ex-secretário só poderia ter sigilo telefônico quebrado pelo Tribunal de Justiça. O advogado declarou que pretende tomar medidas para anular a investigação, caso o Ministério Público ofereça denúncia à Justiça.
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