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Ribeirão Preto

07/11/2013 - 16h21

Juíza nega pedido de prisão de mãe e padrasto de garoto desaparecido

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GABRIELA YAMADA
DE RIBEIRÃO PRETO

Atualizado às 22h34.

A Justiça de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) negou na tarde desta quinta-feira (7) o pedido de prisão temporária da mãe e do padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, 3, feito pela Polícia Civil e endossado pelo Ministério Público.

Segundo a juíza Isabel Cristina Alonso Bezerra dos Santos, da 2ª Vara do Júri e Execuções Criminais, a mãe, Natália Mingoni Ponte, e o padrasto, Guilherme Raymo Longo, "estão colaborando com as investigações, conforme divulgado pela imprensa, e não há risco concreto e real de que eles possam fugir ou destruir provas".

"A decisão judicial não pode estar atrelada ao clamor social, ditado em razão dos sofrido desaparecimento da criança", disse ela, na decisão.

Joaquim está desaparecido desde a última terça-feira (5). A polícia suspeita que o menino tenha sido jogado no córrego Tanquinho, próximo da casa deles, no Jardim Independência.

Longo se diz inocente, que sempre tratou Joaquim como filho e afirma que quer encontrar o menino.

Edson Silva/Folhapress
Bombeiros procuram corpo do menino Joaquim Ponte Marques, 3, no ribeirão Preto, zona norte da cidade
Bombeiros procuram corpo do menino Joaquim Ponte Marques, 3, no ribeirão Preto, zona norte da cidade

"Estamos desesperados em busca de prova. Não para livrar nossa barra, mas para encontrar o menino."

Para o promotor Marco Túlio Nicolino, não há participação de terceiros na hipótese de crime. Ele analisou as provas coletadas pela polícia.

"O que foi produzido até agora revela que a participação da mãe e do padrasto não pode ser descartada. Nenhuma criança criança desaparece de forma misteriosa", disse.

"A casa não tinha nenhuma janela ou porta arrombada e o cadeado estava no portão."

Nicolino afirmou que vai conversar com o delegado Paulo Henrique Martins de Castro, responsável pelas investigações no caso, para saber se há avanços. O objetivo é fazer um novo pedido de prisão temporária dos suspeitos.

Depois de saber a decisão da juíza, à tarde, Castro disse que não sabia ainda se faria novo pedido de prisão.

O delegado afirmou que a suspeita da polícia é a de que a criança tenha sido jogada no córrego Tanquinho, perto da residência do casal.

Trabalho do cão farejador da PM indicou que Longo e Joaquim caminharam juntos até o córrego.

'MAIS ANGÚSTIA'

Ao tomar conhecimento da decisão da juíza, o promotor de eventos Arthur Paes, pai do menino, disse que sua angústia só cresce. "Tenho fé de que meu filho está bem e que vou encontrá-lo com vida. É nisso que eu acredito", disse.

Ele mora em São Paulo e está em Ribeirão desde terça-feira passada devido ao desaparecimento do filho.

Nesta quinta-feira (7), a mãe e o padrasto prestaram novo depoimento, marcado por contradições, segundo o delegado. Os pais do casal também foram ouvidos.

Bombeiros e policiais também realizaram novas buscas no córrego Tanquinho, ribeirão Preto e no rio Pardo.

Edson Silva/Folhapress
Arthur Paes, pai do menino desaparecido Joaquim Ponte Marques, fala pelo telefone celular em frente à delegacia de Ribeirão Preto
Arthur Paes, pai do menino desaparecido Joaquim Ponte Marques, fala pelo telefone celular em frente à delegacia de Ribeirão Preto
 

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