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27/07/2012 - 15h45

Em assembleia, professores da Unifesp e da UFABC decidem manter greve

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DE SÃO PAULO

Atualizado às 16h08.

Os professores da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e da UFABC (Universidade Federal do ABC) decidiram, em assembleia realizada nesta sexta-feira, rejeitar a proposta do governo federal e manter a greve, que já dura mais de dois meses na Unifesp e começou no dia 5 de junho na UFABC.

Com greve, ano letivo em universidades deve ir até 2013
Governo decide pressionar reitores a retomar aulas

"Achamos que a negociações começaram há apenas dez dias e ainda há pontos a serem discutidos", disse Virginia Junqueira, presidente da Associação dos Docentes da Unifesp (Adunifesp).

Os docentes não concordaram com as propostas de plano de carreira, salário e infraestrutura nas universidades.

Na assembleia da UFABC, além da continuidade da greve, os professores também aprovaram moções de apoio aos reitores por não praticarem o que eles chamaram de "métodos truculentos sugeridos pelo governo".

Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

Reportagem da Folha de hoje mostrou que o governo pressionará os reitores das universidades federais a retomar as aulas em agosto. O principal instrumento de pressão será a possibilidade de eles sofrerem uma ação de improbidade administrativa por manter o pagamento do salário dos professores que estão em greve.

Na assembleia da Unifesp, o principal ponto debatido foi a questão da reestruturação de carreira. "Na verdade, a proposta do governo é uma carreira desestruturada", afirma a professora Márcia Jacomini, do departamento de Educação do campus de Guarulhos.

O governo acatou uma das reivindicações dos docentes, que era a estruturação da carreira em 13 níveis. No entanto, os docentes pediram também que fosse considerado um índice de 5% de diferença salarial entre um nível e outro.

Mas, segundo Jacomini, na proposta do governo não há um índice único --ele varia de acordo com o nível.

A respeito do reajuste salarial, a categoria considerou que a segunda proposta de reajuste do governo, que varia de 25% a 40%, é problemática, já que seria implantada até 2015 e não considera a inflação.

"Para alguns níveis da categoria, esse índice representa um aumento real. Mas para outros níveis, como não se considera a inflação, não há aumento nenhum ou há até perdas salariais", diz Jacomini.

Segundo ela, a categoria aprovou uma série de itens a serem encaminhados ao comando nacional da greve, com o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior), que também rejeitou a proposta do governo --o maior sindicato de docentes orientou as bases a não aceitar a oferta.

Entre as universidades que já rejeitaram a proposta estão as universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de Santa Maria (UFSM), de Pernambuco (UFPE), Rural de Pernambuco (UFRPE), do Espírito Santo (Ufes), de Uberlândia (UFU), de Brasília (UnB), da Paraíba (UFPB), da Bahia (UFBA), de Goiás (UFG), de Pelotas (UFPel) e Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Na UFSCar, os docentes aceitaram a proposta do governo, mas o fim da paralisação ainda depende da aprovação em um plebiscito. (CAROLINA LEAL)

 

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