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08/02/2012 - 15h22

Máquina vende pílula do dia seguinte em universidade americana

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DA ASSOCIATED PRESS

Estudantes da Univesidade Shippensburg, na Pennsylvania (EUA), podem comprar uma pílula do dia seguinte colocando US$ 25 numa máquina.

A ideia chamou a atenção de autoridades federais e reacendeu a polêmica sobre a acessibilidade do contraceptivo de emergência.

A pílula vendida na máquina está à disposição dos 8.300 estudantes da instituição junto com camisinhas, descongestionantes e testes de gravidez.

Uma lei federal americana estabelece que a pílula do dia seguinte pode ser vendida sem receita para qualquer pessoa com 17 anos ou mais.

Associated Press
Máquina de venda automática oferece pílula do dia seguinte, camisinhas, descongestionantes e testes de gravidez
Máquina de venda automática oferece pílula do dia seguinte, camisinhas, descongestionantes e testes de gravidez

A universidade afirma ter checado seus registros para se certificar de que todos os estudantes têm a idade mínima.

A máquina está funcionando há dois anos, mas sua existência só se tornou conhecida recentemente.

A FDA (agência reguladora de remédios e alimentos nos EUA) está em contato com autoridades estaduais e da universidade para apurar os fatos.

Esse tipo de máquina para vender remédios como aspirina e antiácidos automaticamente é comum no país, mas especialistas temem as consequências de manter drogas que ficam atrás do balcão disponíveis dessa maneira.

"Há uma tendência hoje em tornar remédios acessíveis ao consumidor sem a interferência de médicos ou farmacêuticos, mas isso tem consequências sérias", afirma Alexandra Stern, professora de história da medicina na Universidade de Michigan.

O contraceptivo de emergência tomado até 72 horas depois de um estupro, de ruptura de camisinha ou falha em tornar anticoncepcional reduz o risco de gravidez em 89%. A pílula funciona melhor nas primeiras 24 horas.

Em dezembro, o governo federal proibiu que a pílula fosse vendida fora do balcão da farmácia, junto com itens como camisinhas. O remédio continua à venda atrás do balcão, assim como acontece no Brasil.

 

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