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28/05/2010 - 11h19

Acesso a drogas anticâncer é alvo de fórum

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DE SÃO PAULO

O difícil acesso a tratamentos de alto custo foi um dos grandes temas debatidos ontem, em São Paulo, no Fórum de Discussão de Políticas Públicas em Oncologia.

O encontro, realizado pelo Instituto Oncoguia, reuniu especialistas de órgãos públicos e privados e representantes de organizações de pacientes com a doença.

Para a maioria dos debatedores, um dos principais problemas enfrentados por quem tem câncer é a defasagem na lista do SUS (Sistema Único de Saúde) de medicamentos de alto custo.

Hoje, os remédios oncológicos são os mais requisitados por via judicial no Brasil.

Doentes têm obtido o direito de se tratar com drogas mais novas por meio de processos judiciais. Isso encarece (para o governo) e atrasa o tratamento (para o paciente).

"Quando o remédio é oferecido na lista do governo, é possível controlar melhor o tratamento", explica o oncologista Paulo Hoff, diretor-clínico do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira.

Sandro Martins, consultor em oncologia do Ministério da Saúde, disse que a atualização da lista de medicamentos do SUS esbarra nos altos preços das drogas.

Durante sua apresentação, Martins simulou a inclusão de nove medicamentos para tratar diferentes tipos de câncer. Esse acréscimo significaria, segundo ele, um custo adicional para o sistema de R$ 1 bilhão por ano.

Como comparação, os gastos do SUS em 2009 com rádio e quimioterapia foram de R$ 1,4 bilhão, segundo o ministério. Esse valor ainda está longe do necessário para atender a demanda dos pacientes, que também não conseguem ter acesso a tratamentos em tempo razoável.

"A questão dos remédios é só um entre todos o problemas para tratar o câncer no Brasil. A ideia do fórum é mostrar também outros gargalos: não dá para esperar 180 dias por uma cirurgia", exemplifica Luciana Holtz, presidente do Oncoguia.

Mais de 80 mil pacientes estão em filas para a radioterapia. Muitos aguardam até seis meses por vaga em local credenciado pelo SUS.

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