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20/06/2010 - 09h39

Burocracia atrasa acesso de doentes a novas drogas

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DE SÃO PAULO

No Brasil, leva-se de seis meses a um ano para que o protocolo de estudo da ação de novas drogas em pacientes seja aprovado, segundo reportagem de Julliane Silveira na Folha deste domingo (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Para o oncologista Paulo Hoff, a demora é grande demais e tem dificultado esses trabalhos, conhecidos como pesquisas clínicas. Nos EUA, o prazo de aprovação vai de três a seis meses.
"Buscamos um tempo de quatro meses. Não estamos pedindo muito."

Segundo ele, "em um estudo que inclui EUA, Austrália, Canadá e Brasil, por exemplo, o Brasil é o último país a aprová-lo. Isso dá uma menor oportunidade para que possamos incluir nossos pacientes. China e Brasil são os países que mais demoram".

O médico ainda afirmou que o Brasil é conhecido por isso. "E algumas empresas farmacêuticas estão deixando de oferecer participação a cientistas brasileiros em estudos. O trâmite é longo, há desgaste físico e emocional".

 

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