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05/09/2010 - 13h27

Efeitos de doses elevadas em crianças preocupam médicos

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CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO

Uma radiografia a cada dois meses. É a média de exames feitos por Vitor Gabriel desde os quatro meses de idade, quando sofreu uma parada cardiorrespiratória em razão de refluxo. Desde então, crises de rinite, laringite e pneumonia têm sido constantes na vida do garoto.

Excesso de raios-X expõe pacientes a risco
Tomografia é o exame que mais emite radiação

Acometido por uma pneumonia, Vitor está internado há uma semana. Nesse período, fez três raios-X de tórax. "Fico com medo das consequências de tantos exames", diz a mãe, Luana Merça Vanderlei, 28, fisioterapeuta.

Luana não está sozinha na preocupação. Radiologistas e pediatras americanos desencadearam uma campanha mundial que pretende conscientizar os especialistas sobre os riscos do uso de altas doses de radiação ionizante em crianças.

Crianças portadoras de doenças pulmonares crônicas, como Vitor, realizam muitos exames de imagem, mas hoje já se discute dispensar algumas fases do protocolo regular (para análise da evolução da doença) para evitar a radiação excessiva.

O movimento tem como foco principal os novos equipamentos de tomografia computadorizada que produzem imagens de alta qualidade, mas com excessivo uso de radiação. A campanha enfatiza que os exames sejam realizados somente quando bem indicados.

Carlos Cecconello/Folhapress
Vitor Gabriel, 2, em exame de raio-X no Hospital Infantil Sabará, onde está internado
Vitor Gabriel, 2, em exame de raio-X no Hospital Infantil Sabará, onde está internado
 

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