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Tratamentos mais longos podem tratar a dependência de drogas
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DA ASSOCIATED PRESS
Novos tratamentos para a dependência de heroína ou de analgésicos prometem alívio mais duradouro. O FDA, órgão que regulamenta o uso medicamentos nos EUA, aprovou um novo remédio, cuja dose é mensal, e um implante de seis meses está em fase final de testes.
Há tempo, as principais opções de tratamento são medicações diárias --a controversa metadona ou um comprimido chamado buprenorfina--, que funcionam como substitutos da droga para suprimir a abstinência e a fissura sem o mesmo efeito.
Pular uma dose pode levar a uma recaída, mas ter força de vontade para continuar com o tratamento é "uma tarefa gigantesca", disse Nora Volkow, diretora do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas.
Na semana passada, o FDA aprovou o remédio mensal Vivitrol no tratamento a longo prazo da dependência de opiáceos --para a heroína ou a analgésicos como morfina, OxyContin e Vicodin.
Vivitrol funciona de uma forma diferente que a metadona e a buprenorfina: ele bloqueia o efeito da droga se um dependente em recuperação tem uma recaída, e ainda não vicia.
Os cientistas haviam tentado uma versão diária do ingrediente do Vivitrol --naltrextone-- anos atrás, mas muitos pacientes não tomavam os comprimidos. Então a farmacêutica Alkermes Inc. criou a versão mais duradoura, primeiro para o alcoolismo, em 2006, e agora para a dependência de opiáceos.
Em um estudo com 250 dependentes de opiáceos na Rússia, mais de metade dos beneficiários que tomaram Vivitrol continuaram com a terapia durante o experimento de seis meses. Ao fim do teste, 36% dos dependentes se livraram completamente das drogas, em comparação a 23% que receberam placebo.
Outra solução seria um implante subcutâneo do tamanho de um palito de fósforo que, por seis meses, lentamente goteja uma baixa dose de buprenorfina na corrente sanguínea, a fim de manter o desejo saciado. Um grande estudo publicado na semana passada considerou o implante, chamado Probuphine, promissor --pouco mais de um terço dos pacientes testados também abandonaram as drogas.
A pesquisa em curso, em parte financiada pelo governo, deve ficar pronta no ano que vem para a avaliação da FDA.
Que abordagem irá funcionar melhor para a paciente? Os cientistas ainda não sabem, há prós e contras de versões diárias e de longa duração.
Mas as opções mais duradouras prometem ajudar a manter os pacientes na linha por mais tempo.
"Viciados em opiáceos notoriamente não sabem lidar com a medicação. Eles gostam de tirar férias dos remédios, e gostam de festa aos fins de semana", diz Katherine Beebe da Titan Pharmaceuticals, que está desenvolvendo o implante Probuphine.
As opções de ação prolongada também podem ajudar a fazer do tratamento do abuso de substância mais uma parte da medicina tradicional.
"Para que esses medicamentos trabalhem de forma eficaz, você precisa tomá-los por longos períodos de tempo", disse Patrick O'Connor, da Universidade Yale School of Medicine.
"Nós estamos realmente lutando para fazer com que as pessoas e os médicos pensem no problema como mais uma doença crônica --como diabetes, câncer, ou uma doença pulmonar crônica-- e não impor nenhum estigma a ele."
Cerca de 800.000 pessoas nos EUA são viciadas em heroína, e outras 1,8 milhão abusam ou são dependente de analgésicos opioides, segundo Volkow.
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