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07/01/2011 - 05h45

Número de internações por abuso de remédios dobra nos EUA

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DO "THE NEW YORK TIMES"

O número de atendimentos de emergência resultantes do mau uso ou abuso de medicamentos prescritos quase dobrou nos últimos cinco anos nos Estados Unidos, de acordo com novos dados federais. O número de visitas em razão de drogas ilícitas, como cocaína e heroína, pouco mudou.

A Administração dos Serviços de Saúde Mental e Abuso de Substâncias descobriu que houve cerca de 1,2 milhão de visitas a salas de emergência envolvendo produtos farmacêuticos em 2009, em comparação a 627.000 em 2004. A agência não incluiu visitas por reações adversas a medicamentos tomados após prescrição médica.

Visitas à emergência resultantes de medicamentos ultrapassaram as relacionadas a drogas ilícitas durante três anos consecutivos, disse R. Gil Kerlikowske, assessor do presidente Barack Obama para questões ligadas a medicamentos.

"Eu diria que quando você vê um aumento de 98% e você pensa no custo envolvido nas vidas e famílias, surpreende bastante", disse Kerlikowske.

Em 2010, a Administração dos Serviços de Saúde Mental e Abuso de Substâncias informou que o número de pessoas que procuraram tratamento por vício em analgésicos saltou 400% de 1998 a 2008. E em um número crescente de Estados, as mortes por medicamentos já ultrapassam as de acidentes de carro. Os analgésicos opiáceos --como Vicodin, Percocet e OxyContin-- lideram os casos.

Em setembro, a DEA (Drug Enforcement Administration, a agência americana antidrogas) organizou o primeiro programa nacional de recolhimento de medicamentos prescritos e milhares de pessoas deixaram drogas antigas não utilizadas em locais designados por todo o país.

Apesar do esforço ter recolhido apenas uma pequena fração de medicamentos, as autoridades policiais disseram que a medida ajudou as pessoas a entender a mortalidade de tais drogas. Outro dia de coleta está sendo planejado para abril, de acordo com Kerlikowske.

"A coisa mais importante que realmente parece estar chamando atenção é o reconhecimento de que os medicamentos prescritos guardados na gaveta de remédios podem ser perigosos", disse ele.

 

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