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Copa
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197019661962195819541950193819341930

História

1990Itália

Classificação
Alemanha Ocidental
Argentina
Itália
Inglaterra
Artilheiros
6 gols Salvatore Schillaci (Itália)
5 gols Tomas Skuhravy (Tchecoslováquia)
4 gols Roger Milla (Camarões), Michel (Espanha), Lothar Matthaus (Alemanha Ocidental), Gary Lineker (Inglaterra)
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AP
Völler segura o troféu de campeão
Völler segura o troféu de campeão

Apesar da queda do muro de Berlim no ano anterior, a seleção alemã ainda jogou dividida a Copa de 1990. Comandada no banco por Franz Beckenbauer, que repetiu feito Zagallo e foi campeão como jogador e técnico, e por Lothar Matthaus dentro de campo, a porção ocidental do país redimiu-se dos vices nas duas edições anteriores e conquistou seu terceiro título, em revanche contra a Argentina na final - resultado que igualou os tricampeonatos de Brasil e Itália. O bom futebol de 1982 e 1986, porém, não se repetiu na Itália. O Mundial teve a menor média de gols já registrada, com 2,2 por partida, e jogos de baixo nível técnico. Os argentinos, apesar de contarem com Maradona, tinham um time fraco. Na final, a vitória alemã foi contestada. O único gol saiu em um pênalti duvidoso, faltando seis minutos para o fim do jogo, que foi convertido por Brehme. As boas surpresas da competição foram os times de Camarões e Colômbia, exceções em meio ao futebol acanhado do torneio. Os camaroneses chegaram a vencer a Argentina no jogo de abertura, por 1 a 0. Os colombianos empataram com os alemães. Nas oitavas-de-final, ficaram frente a frente. Deu Camarões, com vitória por 2 a 1 e show de Roger Milla. Nas quartas de final, no jogo mais emocionante da Copa, os camaroneses acabaram caindo diante da Inglaterra.

Brasil

O técnico Sebastião Lazaroni tentou implantar na seleção brasileira um esquema tático que ia contra as tradições nacionais, com três zagueiros, sendo um líbero. O 3-5-2 faria escola no Brasil no futuro - com ele Scolari levaria o país ao penta -, mas a implantação precoce do sistema trouxe como resultado uma equipe defensiva e sem brilho. Na primeira fase, conseguiu três vitórias suadas contra times fracos. Logo nas oitavas de final, o time caiu diante da Argentina. Apesar de ter dominado o jogo e chegado a colocar bolas na trave, a equipe desmoronou após passe fantástico de Maradona, já fora de forma, que achou Caniggia para marcar o único gol da partida, passando por Alemão e Taffarel. Depois do jogo, Branco disse que ficou zonzo após beber água fornecida pelo massagista argentino. A história, que parecia desculpa, acabou comprovada anos depois, com confissão de Maradona e do próprio massagista Miguel di Lorenzo. Lazaroni também foi criticado por complicar a comunicação com os jogadores com termos quase inexplicáveis, como "galgar parâmetros" e "interação sinérgica" - linguagem que seria apelidada como "lazaronês". Assim como ele, diversos jogadores ficaram marcados pelo fracasso. Muitos deles, como o volante Dunga, eleito símbolo do mau futebol da seleção, dariam a volta por cima na conquista do tetra.

Curiosidades

  • O goleiro italiano Walter Zenga bateu o recorde de minutos sem levar gol em Copas. Ficou 517 minutos invicto, até a semifinal contra a Argentina (1 a 1).
  • Os argentinos Monzón e Dezzoti foram os primeiros jogadores a serem expulsos em uma final de Copa do Mundo, na derrota diante da Alemanha Ocidental por 1 a 0.
  • Após polêmica sobre um gol do brasileiro Müller, a Fifa determinou que o gol contra, se iniciado com um chute de ataque, devia ser atribuído ao atacante.
  • Contra a Escócia, o lateral brasileiro Branco, conhecido pela potência de seus chutes, acertou em uma cobrança a cabeça do zagueiro McLeod. Desmaiado, ele teve que ser substituído.
  • A Copa marcou a última participação de três nações hoje extintas: Tchecoslováquia, União Soviética e Alemanha Ocidental, sendo que a última terminou como campeã.
  • Após levar cartão amarelo do brasileiro José Roberto Wright, o inglês Gascoigne teve crise de choro em campo. Estaria fora fora da final caso a Inglaterra ganhasse da Alemanha.
  • A Copa foi marcada pela violência entre hooligans ingleses, alemães e a polícia italiana. Cidades como Cagliari e Milão viraram praças de guerra antes e depois de jogos.
  • Houve erros grosseiros de arbitragem. Num deles, Maradona mostrou ser ambidestro ao afastar com a mão direita uma bola na área da sua equipe contra a União Soviética.
 
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