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São Paulo assusta mundo da F-1 com seus preços nas alturas
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NELSON BARROS NETO
TATIANA CUNHA
DE SÃO PAULO
Apesar do paddock mais espremido da temporada, do trânsito para chegar a Interlagos e da preocupação com a segurança, o GP Brasil continua como um dos preferidos de pilotos e times da F-1.
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| Silvia Izquierdo - 25.nov.2011/Associated Press | ||
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| Sebastian Vettel, com a sua Red Bull, corre em treino livre em Interlagos |
Mas noitadas em churrascarias, malas cheias de compras e longas estadias no país, que eram um dos principais atrativos da etapa brasileira, já não são como antes.
A aceleração da inflação no Brasil e os ganhos do real em relação a moedas estrangeiras, como o dólar, fizeram com que a prova paulistana, que sempre foi considerada uma das mais baratas do ano para os estrangeiros, se tornasse uma das mais caras.
O preço de entradas e quinquilharias com a grife dos times também é mais alto que o das provas na Europa ou em alguns países asiáticos.
Hoje é possível pagar menos para ver o GP da Espanha, da Malásia ou da China, por exemplo, do que para assistir à corrida em Interlagos.
"Lembro que, há três, quatro anos, íamos quase todas as noites a churrascarias com caipirinhas à vontade sem nos preocuparmos com a conta. Hoje já não dá mais", relata o espanhol Carlos Miquel, do diário "La Gaceta".
Entre as maiores reclamações dos visitantes está o elevado preço de hotéis e táxis nos últimos anos. Mas até supérfluos entram na lista.
"Cheguei uns dias antes em São Paulo e aproveitei para ir ao cabeleireiro alisar os cabelos. Achei o preço quase igual ao da Europa", reclama Samira Zoum, belga que vive na Espanha e trabalha como garçonete para a Red Bull.
"Eu nunca tinha vindo ao Brasil antes, mas esperava que as coisas fossem um pouco mais baratas", afirma. Ela desistiu de comprar biquínis e sapatos após ver os preços em um shopping perto do hotel em que está hospedada.
"As coisas no geral estão mais caras. No ano passado, não era assim. O táxi, principalmente. Se não chega a ser o dobro, está bem acima", diz Mauricio Sanchez, um dos engenheiros da Toro Rosso.
Não são só europeus que reclamam. Também para japoneses, o Brasil ficou caro.
"No ano passado, do aeroporto para o hotel onde estou, na Liberdade, paguei R$ 50. Neste ano, me cobraram R$ 100", diz o jornalista Kunio Shibata, que vem ao Brasil cobrir a F-1 desde 1991.
A impressão dos estrangeiros é respaldada por uma pesquisa da consultoria Mercer.
No levantamento de 2011, São Paulo aparece como a décima cidade mais cara para gringos. Em 2010, era a 21ª.
Dentre as cidades que recebem etapas da F-1, só Cingapura vem antes na lista, como a oitava mais cara. Lugares como Londres ou Abu Dhabi vêm bem atrás. A capital inglesa é a 18ª na lista, enquanto o emirado é o 67º.
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