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01/02/2012 - 18h19

Isto não é futebol, é guerra, relata jogador egípcio

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DA REUTERS

Um dos jogadores do Al Ahly que viu de perto a tragédia no estádio na cidade de Port Said, no Egito, reclamou da falta de segurança para o confronto entre o seu time e o anfitrião Al Masri.

Arte/Folhapress

"Isto não é futebol. É uma guerra e as pessoas estão caindo na nossa frente. Não há qualquer tipo de movimento ou de segurança. Não há ambulâncias", afirmou Mohamed Abo Treika para uma rede de TV local.

"Eu liguei para a associação de futebol para cancelar o jogo. É uma situação horrível e hoje é um dia que jamais será esquecido", completou o jogador.

A confusão aconteceu depois de uma partida entre os times Al Ahly, do Cairo, e Al Masry, de Port Said, local do confronto, que terminou 3 a 1 para os anfitriões.

Inicialmente, a agência de notícias Efe divulgou que ao menos 25 pessoas morreram, mas, mais tarde, Reuters, Associated Press e a própria Efe informaram que eram mais de 50 as vítimas fatais. Em seguida, o Ministério egípicio da Saúde confirmou 73 mortes. Depois, o número passou para 74, segundo a Associated Press.

Ahmed Hassan/Associated Press
Jogadores do Al Ahli correm para deixar o gramado após invasão de torcedores; clique na foto e veja galeria
Jogadores do Al Ahly correm para deixar o gramado após invasão de torcedores; clique na foto e veja galeria

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