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05/02/2012 - 07h53

Aos 39, ídolo do São Caetano diz que ainda quer jogar na NFL

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ÉDER FANTONI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

New England Patriots e New York Giants ganham os holofotes neste domingo na decisão do Super Bowl, a final da temporada da NFL.

Longe da batalha em Indianápolis, onde acontece o jogo, o ex-atacante Adhemar já esteve perto de se tornar o primeiro brasileiro a atuar no esporte mais popular dos Estados Unidos.

Artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2000, com 22 gols marcados, e maior goleador da história do São Caetano, com 68 gols, o ex-jogador se aposentou do futebol em 2006 e viu a NFL se aproximar quando um empresário norte-americano veio ao Brasil para observá-lo, com a intenção de levá-lo para o Tampa Bay Buccaneers.

Em uma exibição para o cartola, Adhemar, em dez tentativas, acertou nove chutes de 50 jardas --da metade do campo.

Jarbas Oliveira - 03.dez.00/Folhapress
O ex-atacante Adhemar durante uma partida do São Caetano
O ex-atacante Adhemar durante uma partida do São Caetano

"Ele [o empresário] viu e ficou desesperado para que eu fosse para os Estados Unidos. Ele até falava em inglês 'very, very money' [muito dinheiro]", afirmou Adhemar.

Tudo estava bem encaminhado, mas o negócio esfriou na parte burocrática, como ter que frequentar uma escola de kicker por três meses e não poder levar a família, já que não tinha visto de trabalho.

"Eu já tinha ficado muito tempo longe da minha família, por causa do futebol, que envolve concentração e tudo mais. Aí eu parei de jogar e comecei a conviver com a minha família, e nessa o empresário vem e me diz que tem que ficar três meses sem a família...".

Atualmente com 39 anos, Adhemar, que virou fã da NFL, ainda se diz preparado para encarar o desafio de ser um chutador.

"Eu tenho jogado, brincado com veteranos, e hoje, quem sabe se eu quebrasse toda essa parte burocrática, eu poderia ainda tentar uma escola de kicker e ser um chutador. Quem sabe Deus não prepara uma oportunidade para mim", disse o ex-atleta, que sustenta o projeta "Bom de Bola, Bom na Escola", em Porto Feliz, interior de São Paulo.

Adhemar cita sua experiência como ponto fundamental para poder se dar bem no esporte ainda pouco praticado no Brasil. O principal problema a enfrentar, segundo ele, seria a dura carga de treinamentos.

"Lá você fica chutando a bola quatro horas de manhã e quatro horas à tarde. A máquina põe [a bola], você chuta e assim vai. A carga de trabalho seria difícil, mas em relação a chutar, não existiria problema, não", afirmou.

Jarbas Oliveira - 29.nov.00/Folhapress
Adhemar em um treino do São Caetano
Adhemar em um treino do São Caetano
 

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