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Sem debate, eleição no Corinthians tem voto de papel
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MARTÍN FERNANDEZ
DE SÃO PAULO
Pelo menos 3 mil sócios do Corinthians vão votar hoje na eleição que define quem será o presidente do clube nos próximos quatro anos: o empresário Paulo Garcia, 57, ou o delegado Mario Gobbi, 50.
O vencedor vai assumir uma máquina de arrecadar e gastar dinheiro. O Corinthians é o clube que mais arrecada no Brasil: R$ 290 milhões em 2011, como a Folha antecipou há uma semana.
| Marcelo Pereira/Folhapress |
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| Foto montagem com Paulo Garcia (esq.) e Mario Gobbi |
A dívida da agremiação se aproxima de R$ 180 milhões.
O novo presidente também vai lidar com responsabilidades como tocar as obras do Itaquerão e manter (ou reforçar) um time para ganhar a Libertadores, sonho antigo.
O tamanho que o clube tomou nos últimos anos contrasta com os métodos da eleição de hoje. Os votos, assinalados em cédulas de papel, serão depositados em 13 urnas instaladas no ginásio do Parque São Jorge.
Por causa de divergências incontornáveis entre situação e oposição, o uso de urnas eletrônicas foi descartado.
O horário de votação será das 9h às 17h. Os sócios devem levar, além da carteira do clube, algum documento com foto. A contagem dos votos deve levar uma hora.
A campanha termina hoje sem que os dois candidatos tenham feito sequer um debate. Esse foi um dos desafios de Paulo Garcia, da oposição.
"Meu adversário se esconde", disse o empresário, sobre Mario Gobbi. "Porque ele não tem história no clube, é um ventríloquo do Andres."
Gobbi, por meio de sua assessoria, disse que "sempre esteve à disposição" para participar de um debate, e lamentou que nenhum tenha sido organizado pelo rival.
Nos últimos dias, os dois candidatos subiram o tom das críticas. Até então, os ataques ficavam por conta de aliados, que usaram redes sociais para provocações.
PLACAR APERTADO
Garcia disse à reportagem que contratou uma pesquisa de intenção de voto, mas que não iria divulgá-la. "Só para consumo interno."
Do outro lado, Gobbi declarou que preferiu não encomendar nenhuma pesquisa quantitativa.
"Fizemos uma qualitativa, no início da campanha, para traçar o rumo do trabalho, e foi só isso."
O discurso da situação já foi mais otimista, o que sugere um placar apertado na votação de hoje. "Trabalhamos com a ideia de ganhar por 60% a 40%", diz o presidente interino Roberto Andrade.
A tática da situação foi de associar a imagem de Gobbi às realizações de Andres: CT, estádio e novo estatuto. A oposição usa declarações polêmicas de Andres e Luis Paulo Rosenberg (candidato a vice) para tentar atacá-los.
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