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Bisneto de 1º presidente do Corinthians declara voto à oposicionista
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THIAGO BRAGA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Paulo Sérgio Battaglia, 50, tem no seu DNA as raízes do Corinthians. Seu bisavô, Miguel Battaglia, foi o primeiro presidente do clube, em 1910. E é com essa experiência de ter passado muitos anos nas alamedas do Parque São Jorge, que ele declara apoio ao candidato oposicionista, Paulo Garcia.
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| Thiago Braga/Folhapress |
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| Paulo Sérgio Battaglia, bisneto de 1º presidente do Corinthians |
"Em 1990, ano do nosso primeiro título brasileiro, me perguntaram qual era o meu sonho. Respondi que era ser presidente em 2010, ano que completaria 100 anos da presidência do meu bisavô. Mas eu não tenho competência para isso. É o mesmo caso do Mario Gobbi. Ele é uma marionete nas mãos desse pessoal", atacou Battaglia.
Ele ressaltou que os projetos das duas chapas são praticamente os mesmos. Diz Battaglia que a diferença fica nos projetos para o clube social, que hoje, de acordo com ele, está abandonado, e na competência dos dois candidatos.
"O pessoal que está aqui eu conheço há muito tempo. Minha maior preocupação é com o aspecto financeiro. A falta de habilidade na hora das contratações. Não se pode pagar R$ 300 mil a qualquer jogador. E penso que eles podem levar o clube a um novo escândalo. Não é hora para isso, estamos às portas de abrir a Copa do Mundo no nosso estádio. Se isso [escândalo] acontecer, como houve no passado, vai ficar difícil recuperar a credibilidade", disparou.
Na impossibilidade de o seu candidato não vencer as eleições, Battaglia afirma que é primordial que a sua chapa "Pró-Corinthians" tenha a maioria do Conselho.
"Vamos trabalhar para acabar com o revanchismo que acontece aqui no Corinthians hoje. Se nós ganharmos, e eles tiveram uma proposta melhor para os "naming rights" do estádio, vamos aceitar. Mas temos que ter um conselho forte para fiscalizar. Hoje o conselho só bate palma", finalizou.
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