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11/02/2012 - 13h01

Bisneto de 1º presidente do Corinthians declara voto à oposicionista

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THIAGO BRAGA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Paulo Sérgio Battaglia, 50, tem no seu DNA as raízes do Corinthians. Seu bisavô, Miguel Battaglia, foi o primeiro presidente do clube, em 1910. E é com essa experiência de ter passado muitos anos nas alamedas do Parque São Jorge, que ele declara apoio ao candidato oposicionista, Paulo Garcia.

Thiago Braga/Folhapress
Paulo Sérgio Battaglia, bisneto de 1º presidente do Corinthians
Paulo Sérgio Battaglia, bisneto de 1º presidente do Corinthians

"Em 1990, ano do nosso primeiro título brasileiro, me perguntaram qual era o meu sonho. Respondi que era ser presidente em 2010, ano que completaria 100 anos da presidência do meu bisavô. Mas eu não tenho competência para isso. É o mesmo caso do Mario Gobbi. Ele é uma marionete nas mãos desse pessoal", atacou Battaglia.

Ele ressaltou que os projetos das duas chapas são praticamente os mesmos. Diz Battaglia que a diferença fica nos projetos para o clube social, que hoje, de acordo com ele, está abandonado, e na competência dos dois candidatos.

"O pessoal que está aqui eu conheço há muito tempo. Minha maior preocupação é com o aspecto financeiro. A falta de habilidade na hora das contratações. Não se pode pagar R$ 300 mil a qualquer jogador. E penso que eles podem levar o clube a um novo escândalo. Não é hora para isso, estamos às portas de abrir a Copa do Mundo no nosso estádio. Se isso [escândalo] acontecer, como houve no passado, vai ficar difícil recuperar a credibilidade", disparou.

Na impossibilidade de o seu candidato não vencer as eleições, Battaglia afirma que é primordial que a sua chapa "Pró-Corinthians" tenha a maioria do Conselho.

"Vamos trabalhar para acabar com o revanchismo que acontece aqui no Corinthians hoje. Se nós ganharmos, e eles tiveram uma proposta melhor para os "naming rights" do estádio, vamos aceitar. Mas temos que ter um conselho forte para fiscalizar. Hoje o conselho só bate palma", finalizou.

 

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