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A Libertadores é muito pequenininha perto do Corinthians, diz Gobbi
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MARTIN FERNANDEZ
DE SÃO PAULO
Eleito novo presidente do Corinthians neste sábado, o delegado Mario Gobbi minimizou a importância do título da Taça Libertadores da América, sonho de consumo do torcedor corintiano.
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Apoiado por Andres Sanchez, que se licenciou ao cargo de presidente do Corinthians em meados de dezembro, Gobbi foi eleito com 1852 votos, contra 1242 do oposicionista, o empresário Paulo Garcia.
"A Libertadores é muito pequeneninha perto do Corinthians, que é infinitamente maior do que a Libertadores. Isso não quer dizer que não queremos ganhar. Mas a razão da vida do Corinthians não é a Libertadores", declarou Mario Gobbi logo após ser eleito presidente do clube.
"Vamos trabalhar para ganhar Libertadores, Brasileiro, Paulista. Isto não é uma sangria, e, se alguém tem isso como sangria, já fica bem claro que as coisas não podem ser conduzidas desta forma".
Mario Gobbi também aproveitou para alfinetar o candidato derrotado, Paulo Garcia, que desvalorizou a principal conquista do clube, o Mundial de 2000. "É como entrar na faculdade sem ter feito o vestibular. Por isso, precisamos da Libertadores", afirmou Garcia em entrevista ao canal Bandsports.
"O Corinthians é maior, tem título Mundial. É um campeonato que a gente quer muito porque não tem", completou.
| Julia Chequer/Folhapress | ||
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| Mário Gobbi, centro, comemora vitória no pleito corintiano |
GOBBI
Gobbi, que já foi diretor de futebol do Corinthians --deixou o cargo após o final do Campeonato Brasileiro-2010, vai assumir uma máquina de arrecadar e gastar dinheiro. O time do Parque São Jorge é o clube que mais arrecada no Brasil: R$ 290 milhões em 2011, como a Folha antecipou há uma semana.
Durante o período eleitoral, Gobbi foi muito criticado pelo candidato da oposição por não participar de um debate e também sobre sua falta de tempo para se dedicar ao clube. Afinal, é delegado da Polícia Civil de São Paulo. "Já estou de licença. Tirei todas as licenças e férias a que tenho direito, até maio de 2013", declarou.
Neste prazo, o mandato do próximo presidente estará perto da metade. "Depois, tenho outras alternativas, que vou analisar, posso até me aposentar", declarou.
Ele também em nenhum momento tentou esconder --ao contrário, expõe ao máximo-- que pretende continuar o trabalho de Andres Sanchez.
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