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22/02/2012 - 19h43

Inter de Milão leva gol no final na França e aumenta crise

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THIAGO BRAGA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Com um gol no último minuto, o Olympique de Marselha venceu por 1 a 0 a Inter de Milão e aumentou a crise na equipe italiana, nesta quarta-feira, em casa, pela partida de ida das oitavas de final da Copa dos Campeões.

Com o resultado, o time francês pode empatar o confronto de volta, dia 13 de março, ou perder desde que faça um ou mais gols (2 a 1, 3 a 2, etc) que avança. A Inter precisa vencer por dois ou mais gols de diferença. Se ganhar por 1 a 0, a decisão vai para os pênaltis.

Claude Paris/Associated Press
O holandês Wesley Sneijder (esq.) e o sérvio Dejan Stankovic, da Inter, deixam o campo, em Marselha
O holandês Wesley Sneijder (esq.) e o sérvio Dejan Stankovic, da Inter, deixam o campo, em Marselha

O clube italiano, campeã da competição em 2010, amarga um declínio atroz. Após a saída de José Mourinho do cargo depois do título continental, o time ainda sagrou-se campeão do mundo no mesmo ano, mas viu a sua organização degringolar.

Na última edição da Copa dos Campeões, foi eliminada de forma vexatória em casa pelo Schalke 04 da Alemanha. Nesta temporada, a coisa é ainda pior. No Italiano, perdeu cinco dos seus seis últimos compromissos. No fim de semana, sofreu um 3 a 0 do Bologna. Claudio Ranieri, que assumiu após a demissão de Gian Piero Gasperini, que só durou cinco partidas oficiais, também está ameaçado no cargo. Mal nas competições domésticas, só um titulo europeu deve salvá-lo.

O Olympique de Marselha vive um momento melhor. Invicto há 15 jogos, com 12 vitórias, o time busca repetir a maior conquista da agremiação, quando conquistou o titulo europeu em 1993.

Claude Paris/Associated Press
A proprietária do Olympique, Margarita Louis Dreyfus, conversa com o presidente do clube francês, Vincent Labrune, antes do jogo
A proprietária do Olympique, Margarita Louis Dreyfus, conversa com o presidente do clube francês, Vincent Labrune, antes do jogo

O JOGO

Mas a equipe entrou no gramado do estádio Vélodrome, em Marselha, sem o seu principal jogador, o atacante Rémy, lesionado. O brasileiro Brandão herdou a vaga. Os franceses apostavam em Valbuena, líder em assistências do Francês, para armar suas jogadas de ataque.

Os donos da casa começaram o jogo em cima, pressionando. Mas sem tabelas, o time não tinha profundidade e dependia dos cruzamentos e dos chutes de fora da área para chegar ao gol de Júlio César. E desta maneira, assustou duas vezes os arqueiro brasileiro.

Mas a Inter, matreira, ficava na defesa, à espera de um contragolpe para marcar. E Diego Forlán quase abriu o placar, mas o goleiro Mandanda espalmou.

Com o passar do tempo, a volúpia ofensiva dos anfitriões desapareceu. O Olympique não conseguia penetrar na defesa italiana, muito bem armada.

Assim, o time interista passou a ameaçar os franceses. Cambiasso, apesar de ser volante, era o melhor em campo. Jogando aberto pela esquerda, o argentino foi o responsável pelas melhores chances italianas.

Na volta para a segunda etapa, os donos da casa pareciam mais agressivos e dispostos a tirarem o zero do placar logo cedo. Apesar de ainda seguirem com extrema dificuldade em arrematar para o gol, tinham mais presença na área italiana.

Só que com o tempo, as deficiências apresentadas durante o primeiro tempo voltaram, e o time passou a ter a mesma morosidade.

Ranieri deu mostras de que estava satisfeito com o empate. Tirou o atacante Zárate e colocou o volante Obi.

Apesar de ter mais presença ofensiva e contar com 55% de posse de bola, os franceses seguiam sem criatividade. O que era fatal para a ausência de oportunidades de gol. Foram 13 arremates durante a partida, mas só dois na direção do arco de Júlio César. E nenhum com perigo.

A última chance do jogo foi após mais um cruzamento do Olympique que André Ayew cabeceou fraco nas mãos de Júlio César, que fez fácil defesa. Mas o ganês, filho de um dos maiores ídolos do Olympique, Abedi Pelé, não desistiu. E no último minuto marcou de cabeça o gol da vitória.

 

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