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14/09/2012 - 04h05

Por Leão, presidente do Palmeiras liga até para desafetos

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MARCEL RIZZO
RAFAEL REIS
DE SÃO PAULO

O presidente Arnaldo Tirone consultou conselheiros e ex-presidentes de espectros políticos diferentes ao dele para avaliar a possibilidade de trazer Emerson Leão, atualmente treinador do São Caetano na Série B.

O técnico e Tirone são amigos desde os tempos em que Leão era goleiro do clube. Conheceram-se por intermédio do pai de Tirone, também Arnaldo, que comandou o futebol palmeirense nos anos 60.

O nome, segundo apurou a Folha, teve rejeição. O presidente, no entanto, gosta da possibilidade porque avalia que Leão aceitaria um contrato curto, só para evitar o rebaixamento para a Série B.

"Já até deixei pronta uma gravação automática. Se você quer saber sobre o Palmeiras, não existe nada", ironizou Leão, por telefone.

Eduardo Anizelli/Folhapress
O presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone
O presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone

A outra opção é Jorginho, ex-atacante palmeirense que está no Bahia e melhorou a performance da equipe de Salvador na Série A. Com este, porém, Tirone imagina que precisaria fazer um acordo mais longo, até 2013.

O presidente quer ter margem de mudança no comando do time caso seja reeleito em janeiro do ano que vem.

Até mesmo o interino Narciso que estará no banco no domingo, ante o Corinthians, não estava escolhido até o momento em que o clube divulgou que Luiz Felipe Scolari havia sido demitido, no fim da tarde.

Isso aconteceu porque o time B, que disputa a Copa Paulista, também está sem treinador. Luís dos Reis faz um intercâmbio na África do Sul e seria o primeiro nome, o que obrigou a diretoria anunciar a saída de Scolari sem comunicar quem comandaria o treinamento de hoje.

No início da noite foi confirmado que Narciso, ex-zagueiro que dirige o sub-20, será o interino. Ele comandará o treino desta tarde e estará no banco contra o Corinthians, time em que já trabalhou, no Pacaembu.

EX-JOGADORES DO CLUBE FALAM SOBRE A SAÍDA DE SCOLARI

"A história do Felipão no Palmeiras é gloriosa. Ele não é responsável por tudo o que está acontecendo. Os jogadores que ele pediu não foram contratados", César Maluco,
atacante dos anos 1960 e 1970

"Não tem o que falar do currículo dele. O torcedor costuma ver o lado negativo, mas ele acabou de ganhar a Copa do Brasil. O que tinha que ser feito era dentro das quatro linhas", Sérgio, goleiro dos anos 1990 e 2000

"Acho que não mancha. A história dele continua, mas distante do Palmeiras. Talvez um dia ele volte, como voltou agora", Ademir da Guia, meia dos anos 1960 e 1970

Diogo Shiraiwa/Editoria de Arte/Folhapress
 

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