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19/09/2012 - 15h19

Palmeiras anuncia técnico que já disse não ao Flu e nunca dirigiu grandes

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DE SÃO PAULO

O paranaense Gilson Kleina, 44, foi confirmado na tarde desta quarta-feira como novo técnico do Palmeiras. Ele chega ao clube com a missão de livrá-lo do rebaixamento no Brasileiro, mas com um currículo bem mais modesto que seu antecessor, Luiz Felipe Scolari.

Scolari foi campeão da Copa do Mundo-2002 pela seleção brasileira, além da Libertadores-1999 e das Copas do Brasil 1998 e 2012 pelo Palmeiras. Já Gilson Kleina terá sua primeira experiência como técnico em uma grande equipe.

O Palmeiras já havia acertado tudo com Kleina na parte da manhã, mas aguardava a liberação da Ponte Preta, ex-clube do treinador, para assinar o contrato. A liberação veio no início da tarde. E Kleina assinou até dezembro de 2013, com salário de cerca de R$ 280 mil. Ele ainda levará boa parte de sua comissão técnica para São Paulo.

O treinador estava na Ponte desde o início da temporada passada. Depois de Tite, do Corinthians, era o técnico há mais tempo fixo no cargo. Conduziu o time campineiro à primeira divisão do Brasileiro no ano passado e até a semifinal do Paulista deste ano.

Título mesmo no currículo apenas um, o do Campeonato Alagoano-2006 pelo Coruripe. No ano passado, foi vice do torneio do Interior pela Ponte Preta.

Ele também tem dois rebaixamentos no currículo. Fez parte da campanha que derrubou o Paysandu no Brasileiro-2005, embora tenha sido demitido antes do desfecho do torneio. Em 2007, foi demitido do Paraná (que caiu) após vencer um de oito jogos.

Em 2009, evitou a queda do Duque de Caxias para a Série C do Nacional.

Robson Ventura - 18.ago.12/Folhapress
Gilson Kleina durante jogo da Ponte Preta contra o São Paulo no Morumbi em agosto
Gilson Kleina durante jogo da Ponte Preta contra o São Paulo no Morumbi em agosto

Até aqui, Kleina tem uma trajetória com passagens por nove estados, além do Distrito Federal. Sempre em times modestos. Foi auxiliar de Abel Braga no início da carreira.

Aliás, Kleina por pouco não antecedeu Abel no Fluminense. Em março do ano passado, ele chegou a tratar com o clube, logo após a saída de Muricy Ramalho. Inicialmente aceitou as bases do acordo, mas não foi liberado pela Ponte e recusou o convite.

Se tivesse aceito, ele ficaria no clube até a chegada de Abel Braga.

"Falei com o pessoal da Ponte e eles não concordaram que eu saísse. Falaram que, se eu saísse, seria pelas portas do fundo. E isso pesou na minha decisão. As duas direções dos clubes se falaram, mas não houve acordo", afirmou Kleina à Folha na época.

O Palmeiras conseguiu fechar com Kleina na segunda investida. Para isso, ofereceu um contrato e uma oferta salarial maior do que a oferta anterior. A primeira proposta previa um acordo até o final do ano.

Antes, o clube teve tentativas frustradas de contratar um treinador.

Emerson Leão (São Caetano) nem chegou a receber uma proposta devido à repercussão negativa do interesse. Jorginho não foi liberado pelo Bahia e Falcão foi descartado pela diretoria por causa do alto pedido salarial.

 

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