Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

PUBLICIDADE

 
 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
03/12/2012 - 07h34

Estádios de Portugal estão cada vez mais vazios

Publicidade

 

DA EFE

Os torcedores ocuparam só 25% dos assentos dos estádios na última rodada do Campeonato Português, refletindo a tendência de queda registrada nos últimos tempos.

Na 10ª rodada, ocorreram dois recordes da temporada: o número mínimo de espectadores --apenas 900 viram o empate entre Paços de Ferreira e Marítimo; e a menor porcentagem de ocupação, com apenas 4,52 % do estádio do Beira Mar no jogo ante o Vitória de Guimarães.

Fernando Veludo-25.nov.12/AFP
Jogadores do Porto comemoram gol diante de cadeiras vazias em Braga, pelo Campeonato Português
Jogadores do Porto comemoram gol diante de cadeiras vazias em Braga, pelo Campeonato Português

Nas últimas cinco temporadas, o total de público diminuiu entre 10,6% e 17,8%, de 100 mil a 150 mil. Para o presidente da Associação Portuguesa de Aficionados (APA), Costa Pereira, há três motivos para esta redução: o preço dos ingressos, o calendário e as transmissões televisivas.

Embora clubes pequenos como o Estoril ofereçam bilhetes a partir de 8 euros, entradas para o dérbi lisboeta entre Sporting e Benfica custam de 25 a 55 euros. Ir ao próximo jogo do Porto custa entre 15 e 30 euros.

"Para muitos, são preços impossíveis de pagar", disse Pereira, referindo-se à grave crise econômica do país, onde o salário mínimo é de 485 euros e a taxa de desemprego atinge 16,3%.

Ele também critica os horários das partidas, que acontecem de quinta a terça-feira, muitas vezes à tarde e em noites sucedidas por dia de trabalho.

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional alega que as rodadas desmembradas ao longo da semana são necessárias devido à participação de times portugueses em competições europeias e a necessidade de dar descenso aos atletas.

A entidade entende que a negociação centralizada dos direitos de TV do campeonato duplicaria a arrecadação das equipes e permitiria a criação de uma política para levar mais torcedores aos estádios.

"Os próprios jogadores dizem que, sem espectadores, não estão motivados. E, se não estão motivados, o espetáculo sofre. Se não há espetáculo, os torcedores não vão ao campo", comentou Pereira.

Apesar da baixa frequência às arquibancadas, os grandes vazios nos estádios não são novidade em Portugal. O caso mais emblemático é o do Beira Mar, que atua numa arena para 31.100 pessoas, na cidade de Aveiro, que abriga somente 78.450 habitantes. A casa do Acadêmica, com 30 mil lugares, fica em Coimbra, cuja população não passa de 140 mil indivíduos.

 

Publicidade

Publicidade

Publicidade


 

Auto DVD Player Auto DVD Player Equipe seu carro a partir de 12x de R$ 20,18

Perfumes Perfumes Importados a partir de R$ 39

Câmera Digital | Tênis | Mais...

Voltar ao topo da página