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01/01/2013 - 05h30

À espera de prótese, para-atleta completa São Silvestre usando muletas

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FABIO LEITE
LUCAS REIS
RAFAEL VALENTE
DE SÃO PAULO

A longa espera por uma prótese não adiou o sonho da para-atleta Marinalva de Almeida, 35, de correr a São Silvestre. Ela perdeu a perna esquerda há 19 anos, após sofrer um acidente de moto no Mato Grosso do Sul.

Ontem, dois anos depois de iniciar a carreira no atletismo, a recordista brasileira no salto em distância se tornou a primeira mulher a completar os 15 km de muletas.

Mauricio Camargo/Brazil Photo Press/Folhapress
Marinalva de Almeida durante São Silvestre
Marinalva de Almeida durante São Silvestre

"Não tenho prótese ainda, mas sempre quis correr. Fiz algumas provas antes e pensei que a São Silvestre fosse ser mais difícil por causa da subida da Brigadeiro. Mas, quando vi, [a subida] já tinha acabado", disse Marinalva.

Após completar a prova em 2h19min, ela sonha mais alto. Quer conseguir uma prótese em 2013 para tentar defender o Brasil nos Jogos Paraolímpicos do Rio, em 2016.

"Em agosto, pedi demissão da multinacional onde trabalhava para me dedicar mais aos treinos", disse Marinalva, que mora em Sorocaba (a 99 km de SP).

SEM TORCIDA

O pernambucano Jaciel Paulino, 39, faturou pela quarta vez a São Silvestre, ao encerrar a prova em 46min01s. Antes, vencera em 2007, 2009 e 2011.

Ele elogiou o novo horário (6h50), mas lamentou a falta de calor humano.

"A prova ficou um pouco esvaziada. Senti falta dos torcedores na subida da Brigadeiro, onde o público costuma incentivar mais."

 

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