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06/07/2010 - 15h31

Lula usa sindicato como exemplo e pede renovação na CBF

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ANA FLOR
ENVIADA A DAR ES SAALAM (TANZÂNIA)

Atualizado às 15h51.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu nesta terça-feira que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) adote o que ele fez quando presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo: trocar a sua direção a cada oito anos. Ricardo Teixeira, presidente da entidade que dirige o futebol nacional, está na função desde 1989.

Em visita a Dar Es Saalam, na Tanzânia, Lula voltou a falar que ficou "deprimido" com a derrota do Brasil e defendeu renovação na seleção brasileira.

Perguntado se a renovação não deveria ocorrer em nível mais alto, na CBF, Lula primeiro disse que não poderia "dar palpite" por se tratar de uma "entidade particular".

Ricardo Stuckert/Presidência
Lula durante chegada à Tanzânia
Lula durante chegada à Tanzânia
Ricardo Stuckert/Presidência
Lula dá camisa do Brasil ao presidente queniano Mwai Kibaki
Lula dá camisa do Brasil ao presidente queniano Mwai Kibaki

Em seguida, afirmou que uma renovação faria bem. "Eu não posso falar da CBF porque é uma entidade particular e eu não posso votar, não posso dar palpite. Eu acho que se a CBF adotasse o que eu adotei quando era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo [foi eleito pela primeira vez em 1975], a cada oito anos a gente trocava a direção da CBF. No sindicato a gente trocava", disse Lula.

A afirmação acontece justamente um dia depois de Ricardo Teixeira dizer que a seleção precisava de uma renovação na equipe.

O presidente afirmou que "já perdeu muitas Copas", mas que sofreu muito com a eliminação do Brasil no atual campeonato.

"Eu achava que a gente não tinha o melhor time do mundo, mas a gente tinha um time coeso, um time motivado. Quando a seleção entrou em campo eu vi na cara daqueles meninos que era a Copa deles, eu achava que o Robinho ia ser o melhor jogador da Copa, eu achava que o Kaká ia se recuperar. Não deu certo".

Sobre 2014, Lula foi enfático e disse que não quer que o próximo Mundial seja igual ao de 1950, quando o Brasil foi a sede e perdeu a decisão para o Uruguai, no Maracanã.

"[Em] 2014 não tem 1950, 2014 nós vamos estar preparados para triturar quem vier", afirmou.

 

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