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08/07/2010 - 06h00

Com Bruno, 2010 já teve ao menos 7 casos de polícia ligados a futebol no Brasil

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NELSON BARROS NETO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O episódio com o goleiro Bruno, do Flamengo, fez mais uma vez com que notícias de jogadores de futebol fossem destaques nas editorias policiais dos veículos de comunicação.

O atleta se entregou à polícia na tarde desta quarta-feira no Rio, após a Justiça emitir um mandado de prisão temporária contra ele por seu suposto envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio, sua ex-amante.

Por motivos diferentes, outros atletas chamaram atenção da mídia ao se envolverem em polêmicas fora de campo e pararam no noticiário policial neste ano.

Ex-companheiro de Bruno no Flamengo, o atacante Adriano, hoje na Roma, precisou prestar depoimento, no início de junho, sobre uma possível ligação com o traficante Fabiano Atanásio da Silva, conhecido como FB, que controla o tráfico de drogas no conjunto de favelas da Penha, subúrbio carioca em que ele morou. FB, inclusive, é apontado pela polícia como o homem que ordenou o ataque a um helicóptero da PM em outubro de 2009, que matou três funcionários da corporação.

Como estava ao lado de Adriano em fotos publicadas na imprensa, onde apareciam segurando o que seria uma arma, o jogador Ives, ex-Vasco da Gama e atualmente no Paraná, também precisou comparecer à 38ª delegacia, no Rio.

Em maio, foi a vez do centroavante Júnior, do Vitória, preso em Salvador um dia após conquistar o título do campeonato estadual, torneio o qual acabou como o grande nome do time. A prisão foi decretada pela 4ª Vara Federal de Guarulhos (SP), sob argumento de falsidade ideológica. Ele ficou detido por dois dias até seu clube conseguir um alvará de soltura e se comprometer a colaborar com as investigações.

Em abril, o zagueiro Danilo, do Palmeiras, teve de ir à polícia depois de ser acusado de racismo pelo também zagueiro Manoel, do Atlético-PR. Danilo, que depois admitiu as ofensas, teria chamado Manoel de "macaco" e ainda cuspido no adversário durante uma partida pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Ele chegou a pegar 11 jogos de suspensão na Justiça Desportiva, que depois suspendeu a pena.

No mesmo mês, o meia Luiz Ronei Vieira, da equipe sub-20 do mexicano Querétaro Futbol Club, foi preso acusado de invadir uma casa na zona leste de São Paulo e extorquir dinheiro daquela família.

Em março, o atacante Vágner Love, colega de Bruno no Flamengo, foi convidado pelos investigadores da 15ª DP do Rio a prestar esclarecimentos como testemunha de um inquérito que apurava tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de armas. Um vídeo divulgado na imprensa mostrou o ex-palmeirense entrando na Favela da Rocinha acompanhado de traficantes armados que apareciam lhe fazendo escolta.

No começo daquele mês, o ex-jogador Romário foi multado em R$ 957,70, além de ter perdido sete pontos na carteira de habilitação, após se recusar a fazer o teste do bafômetro numa blitz realizada na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Oito meses antes, Romário havia sido preso por não pagar pensão alimentícia aos dois filhos com Mônica Santoro, com quem foi casado, e ficou detido por um dia.

 

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