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Governo do DF assina contrato de R$ 696 milhões para estádio da Copa-2014
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FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA
Atualizado em 21/07/2010 às 10h55.
O governador do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB), assinou na terça-feira o contrato de reforma do estádio Mané Garrincha para a Copa-2014. A obra custará R$ 696 milhões.
O estádio terá 70 mil lugares, o que coloca Brasília como uma das candidatas para abrir a Copa-2014 --enquanto São Paulo patina para definir disputará a abertura do evento.
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A obra de R$ 696 milhões, contudo, não inclui o sistema de telecomunicações. O governo do DF aguarda uma definição da Fifa sobre a tecnologia a ser utilizada. A reforma poderá ficar mais cara caso Brasília seja definida como palco da abertura. Isso porque o projeto de R$ 696 milhões não prevê a cobertura de todos os lugares, exigência para o primeiro jogo da Copa.
O projeto será tocado pelo consórcio Copa 2014, formado pelas empreiteiras Andrade Gutierrez e Via Engenharia. O valor fechado com o governo ficou R$ 6 milhões abaixo do previsto na licitação.
Segundo Rogério Rosso, o novo estádio do Mané Garrincha não será um "elefante branco". "Já fui procurado por empresas interessadas no projeto. O estádio pode não ser um elefante branco e sim um centro de entretenimento para depois da Copa", afirmou o governador do DF.
As obras devem começar na próxima semana e a previsão é o estádio esteja pronto em dezembro de 2012. Assim, o Mané Garrincha poderá ser uma das sedes da Copa das Confederações, evento preparatório realizado em 2013.
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"O Distrito Federal está atrasado, é verdade. Mas não existe outra cidade mais adiantada", afirmou Rosso.
Para este ano, a previsão do governo do DF é desembolsar R$ 80 milhões. Segundo Sérgio Graça, coordenador do projeto de Brasília para a Copa, o governo do DF tem todo o dinheiro da obra em caixa, mas ainda deverá decidir se pedirá financiamento à União via BNDES.
"Vamos analisar se financeiramente é mais vantajoso usar todo dinheiro do governo do DF ou se vale a pena usar o crédito do BNDES", afirmou.
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