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Jogadores de bocha estreiam no curling e prometem voltar; veja vídeo
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RAFAEL REIS
DE SÃO PAULO
José Roberto Parolli, 60, joga bocha há 40 anos e disputa torneios, mesmo sem ostentar títulos expressivos. Tiago Cogo da Silva, 26, tem menos tempo de cancha, mas é profissional e atualmente vive disso. Até ontem, eles nunca haviam pisado em uma pista de curling.
A reportagem da Folha os levou ao shopping Eldorado, em São Paulo, para um primeiro contato com a modalidade semelhante à bocha, que costuma ser sucesso na Olimpíada de Inverno.
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O curling é um esporte peculiar. O objetivo das duas equipes é empurrar blocos de granito de 19 kg em formato de chaleira em direção a um alvo pintado na superfície.
imagens e edição: Thiago Brizola
| Alessandro Shinoda/Folhapress |
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| Tiago Cogo da Silva, jogador profissional de bocha, estreia no curling em pista montada em shopping de São Paulo |
A particularidade é que, enquanto as pedras deslizam pelo gelo, atletas limpam o caminho utilizando vassouras para alterar o atrito com o solo, permitindo que as "bolas" façam curvas e ganhem o efeito mais adequado.
Na bocha, os atletas lançam bolas em direção ao bolim, esfera menor que funciona como o alvo. Mas não vale interferir na trajetória dos lançamentos. Ou seja, nada de vassourinhas.
"Nunca joguei, mas já vi pela TV. Acho que parece só um pouco com a bocha. Os dois esportes têm mais ou menos o mesmo objetivo", disse Silva, antes de conhecer a pista de 20 m de extensão --a oficial tem 45 m.
Gaúcho, ele conheceu a bocha ainda criança e é profissional desde 2002. Hoje, defende o Pinheiros e já ganhou três Estaduais de SP.
Já Paraolli, conhecido como Keka, costumava brincar nas canchas desde a infância e só passou a levar o esporte a sério perto de se aposentar. Ele sempre jogou pelo Juventus, que disputa competições de segunda divisão.
| Alessandro Shinoda/Folhapress | ||
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| José Roberto Parolli, 60, levou a melhor no desafio entre jogadores de bocha e venceu a micropartida de curling |
Antes da primeira partida de curling de suas vidas, os dois receberam instruções de Linn Githmark, 27, campeã mundial júnior com a Noruega em 2004. Sua principal orientação: os lançadores deveriam deslizar pelo gelo antes de soltarem os blocos.
Mais experiente e ciente de que era iniciante, Parolli ignorou os ensinamentos da preferiu fazer os arremessos como na bocha, sem o movimento recém-aprendido.
O ato de "rebeldia" deu certo e só ele conseguiu colocar a pedra dentro do alvo. Resultado: derrotou a equipe de Silva pelo placar de 1 a 0 no único end disputado --em uma partida oficial, são dez ends (séries de oito lançamentos de cada time).
Após a estreia, falou que ficou surpreso com a pista escorregadia e prometeu levar seu neto para brincar lá.
Mesmo derrotado, Silva não queria sair do gelo. Apesar de ter ficado satisfeito por não ter levado nenhum tombo, pediu revanche. E até tentou marcar um novo jogo para hoje contra o repórter. O convite ainda está aberto.
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