Publicidade

 

Publicidade

 

PUBLICIDADE

 
 
  Acompanhe a Folha.com no Twitter
13/08/2010 - 05h00

Jogadores de bocha estreiam no curling e prometem voltar; veja vídeo

Publicidade

 

RAFAEL REIS
DE SÃO PAULO

José Roberto Parolli, 60, joga bocha há 40 anos e disputa torneios, mesmo sem ostentar títulos expressivos. Tiago Cogo da Silva, 26, tem menos tempo de cancha, mas é profissional e atualmente vive disso. Até ontem, eles nunca haviam pisado em uma pista de curling.

A reportagem da Folha os levou ao shopping Eldorado, em São Paulo, para um primeiro contato com a modalidade semelhante à bocha, que costuma ser sucesso na Olimpíada de Inverno.

O curling é um esporte peculiar. O objetivo das duas equipes é empurrar blocos de granito de 19 kg em formato de chaleira em direção a um alvo pintado na superfície.

Veja Vídeo

imagens e edição: Thiago Brizola

Alessandro Shinoda/Folhapress
Tiago Cogo da Silva, jogador profissional de bocha, estreia no curling em pista montada em SP
Tiago Cogo da Silva, jogador profissional de bocha, estreia no curling em pista montada em shopping de São Paulo

A particularidade é que, enquanto as pedras deslizam pelo gelo, atletas limpam o caminho utilizando vassouras para alterar o atrito com o solo, permitindo que as "bolas" façam curvas e ganhem o efeito mais adequado.

Na bocha, os atletas lançam bolas em direção ao bolim, esfera menor que funciona como o alvo. Mas não vale interferir na trajetória dos lançamentos. Ou seja, nada de vassourinhas.

"Nunca joguei, mas já vi pela TV. Acho que parece só um pouco com a bocha. Os dois esportes têm mais ou menos o mesmo objetivo", disse Silva, antes de conhecer a pista de 20 m de extensão --a oficial tem 45 m.

Gaúcho, ele conheceu a bocha ainda criança e é profissional desde 2002. Hoje, defende o Pinheiros e já ganhou três Estaduais de SP.

Já Paraolli, conhecido como Keka, costumava brincar nas canchas desde a infância e só passou a levar o esporte a sério perto de se aposentar. Ele sempre jogou pelo Juventus, que disputa competições de segunda divisão.

Alessandro Shinoda/Folhapress
José Roberto Parolli, 60, levou a melhor no desafio entre jogadores de bocha e venceu a micropartida de curling
José Roberto Parolli, 60, levou a melhor no desafio entre jogadores de bocha e venceu a micropartida de curling

Antes da primeira partida de curling de suas vidas, os dois receberam instruções de Linn Githmark, 27, campeã mundial júnior com a Noruega em 2004. Sua principal orientação: os lançadores deveriam deslizar pelo gelo antes de soltarem os blocos.

Mais experiente e ciente de que era iniciante, Parolli ignorou os ensinamentos da preferiu fazer os arremessos como na bocha, sem o movimento recém-aprendido.

O ato de "rebeldia" deu certo e só ele conseguiu colocar a pedra dentro do alvo. Resultado: derrotou a equipe de Silva pelo placar de 1 a 0 no único end disputado --em uma partida oficial, são dez ends (séries de oito lançamentos de cada time).

Após a estreia, falou que ficou surpreso com a pista escorregadia e prometeu levar seu neto para brincar lá.

Mesmo derrotado, Silva não queria sair do gelo. Apesar de ter ficado satisfeito por não ter levado nenhum tombo, pediu revanche. E até tentou marcar um novo jogo para hoje contra o repórter. O convite ainda está aberto.

###CRÉDITO###

 

Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade

Publicidade

 

Publicidade

 

Publicidade