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03/09/2010 - 07h05

Com arenas, Pacaembu pode virar casa de 'futebol corporativo' e 'templo' das mulheres

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MARTÍN FERNANDEZ
PAULO COBOS
DE SÃO PAULO

Estádio corintiano em Itaquera. O novo Parque Antarctica. Morumbi, mesmo fora da Copa, reformado.

A cidade de São Paulo promete ser a meca das arenas esportivas a partir de 2013. Azar do Pacaembu.

O mais tradicional estádio do município, que pertence à prefeitura, tem data marcada para praticamente morrer em termos de futebol profissional. Seus administradores esperam, no máximo, que o Santos mande lá algumas partidas por ano depois que obras e reformas de outras arenas fiquem prontas.

E, no lugar do glamour dos grandes clássicos de alguns dos maiores times do país, o Pacaembu espera virar o principal palco do esvaziado futebol feminino brasileiro e até ser usado para "o futebol corporativo", em que empresas poderiam alugar o campo para promover eventos festivos para seus funcionários.

"O futebol corporativo, que hoje a gente nega para todo mundo, é uma possibilidade de locação. Tem muitos outros eventos que a gente nega para não estragar o gramado", diz Aléssio Gamberini, diretor de equipamentos da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo.

Gamberini não considera que a falta de futebol profissional possa ser a sentença de morte do estádio, que, segundo ele, tem custo de manutenção mensal de cerca de R$ 250 mil, valor hoje coberto pelo aluguel para os clubes.

"O estádio é um equipamento público, que não nasce para ter lucro. O clube poliesportivo tem 30 mil associados. E existe uma ligação histórica que nunca vai ser rompida. O Pacaembu é um ícone da cidade. Nunca vai deixar de existir."

Mesmo faltando ainda dois anos para o Pacaembu virar um "elefante branco" em termos de futebol profissional, a Prefeitura de São Paulo, que chegou até a cogitar reformar e ampliar o tombado estádio para ser a sede da cidade na Copa, já se mobiliza para evitar isso.

A administração de Giberto Kassab criou a Comissão de Modernização do Complexo do Pacaembu para discutir o futuro do estádio depois que as arenas de Palmeiras e Corinthians ficarem prontas.

Na semana que vem, haverá a primeira reunião da comissão, que reúne arquitetos, ex-atletas e integrantes de ONGs que atuam na região onde fica o estádio.

Em pauta, papel secundário na Copa. "Ele pode ser usado como campo de treinamento na Copa do Mundo, porque as exigências são pequenas", afirma Gamberini.

 

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