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10/09/2010 - 08h57

Candidatos ao título vivem xeque na F-1

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TATIANA CUNHA
ENVIADA ESPECIAL A MONZA

Questão de sobrevivência. É assim que pelo menos três candidatos ao título encaram o GP da Itália, no domingo.

Com apenas seis corridas ainda a serem disputadas até o fim do Mundial, qualquer falha agora pode ser fatal.

Mais do que isso, com a decisão do Conselho Mundial da FIA, anteontem, de praticamente liberar o jogo de equipe ao não punir a Ferrari pela marmelada no GP da Alemanha, pelo menos Jenson Button e Sebastian Vettel precisam de bom resultado.

Ou correm o risco de se verem transformados em escudeiros até o fim do ano.

A situação mais difícil é a de Vettel. Após não completar o GP da Bélgica, há duas semanas, viu o companheiro Mark Webber abrir 28 pontos. Para piorar as coisas para Vettel, seu companheiro não se cansa de pedir que a Red Bull faça sua escolha e passe a lhe apoiar na luta pela taça.

"Não sei quando a equipe vai tomar essa decisão e não planejo perguntar. Mas, em algum momento, não só nós, como a McLaren, vamos ter de saber", afirmou Webber ontem, às vésperas dos primeiros treinos livres para a 14ª etapa do Mundial de F-1, que serão realizados hoje, às 5h e às 9h (de Brasília).

"Na última corrida, vimos que alguns dos concorrentes não marcaram pontos e sabemos que, quanto mais perto do fim do ano, mais difícil fica tirar esta diferença."

Para Vettel, o momento é de foco. "Não adianta me concentrar no que os outros estão fazendo. Tenho que fazer o que puder para marcar o máximo possível de pontos", falou o alemão. "Claro que o Lewis [Hamilton] e o Mark estão na frente. Para eles, é só questão de manter a folga. Temos de correr atrás."

Quem também está em modo "correr atrás" é Button, que, apesar de ter começado o ano melhor que o parceiro, agora tem 35 pontos a menos do que Hamilton.

"Não temo nada agora. Temos um bom carro e já vimos neste ano como as coisas podem mudar de uma prova para a outra", afirmou Button, que, no ano passado, vivia situação bem diferente a esta mesma altura do Mundial. "Naquela ocasião eu era a caça, agora virei o caçador".

"Mas tenho um carro muito mais competitivo do que tinha em 2009", completou.

Apesar de ser o eventual beneficiado caso a McLaren deseje privilegiar um de seus pilotos, Hamilton não acredita que ordens de equipe explicitas sejam necessárias.

"Se algo assim ocorrer, é mais por questão de respeito com seu companheiro. Se ele estiver lutando pelo campeonato e precisar de pontos no final, é legal ajudar. Mas nunca em uma situação em que você merece ganhar e se vê forçado a dar passagem."

 

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