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30/10/2010 - 15h11

Longe da seleção, Maradona diz que é o seu aniversário "mais triste da vida"

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DA EFE

O argentino Diego Maradona afirmou que vive neste sábado o aniversário mais triste de sua vida por estar longe da seleção de seu país, que dirigiu entre o final de 2008 e a Copa do Mundo da África do Sul. O ex-jogador completa 50 anos neste dia.

Efe
Fotomontagem de várias fases da vida de Maradona; clique na imagem e veja galeria com imagens do astro argentino
Fotomontagem de várias fases da vida de Maradona; clique na imagem e veja galeria com imagens do astro argentino

"É o aniversário mais triste da minha vida. Não quero festejar. Dalma [sua filha mais velha] e Veronica [sua namorada] me chamaram para comemorar, mas não me convenceram. Tenho algo dentro do peito que não me deixa festejar", comentou o ídolo argentino ao jornal esportivo "Olé".

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Diego Armando Maradona, gigante do futebol, completa 50 anos

"O presente sonhado eu não terei. Porque o melhor presente teria sido a seleção", acrescentou.

Maradona afirmou que imaginava nestes dias estar ocupando o cargo de técnico, mas, após o Mundial, o presidente da Associação do Futebol Argentino, Julio Grondona, exigiu que o ex-jogador fizesse mudanças em sua equipe de assistentes, o que não foi aceito.

"Ter ficado sem chances me doeu muito. Logo quando ficamos fora do Mundial comecei meu luto íntimo", revelou.

Maradona afirmou ainda ter sido um orgulho para ele ter treinado o atual melhor jogador do mundo, o atacante Lionel Messi. "Comigo ele foi feliz. Eu o entendi como ninguém. E se o Sergio Batista [técnico interino da seleção argentina] diz que agora Messi é feliz, é porque se fez de palhaço, porque ele não pode fazer ninguém feliz".

Maradona acrescentou também que se lembrará por toda a vida dos momentos que passou com Messi nos vestiários após a derrota por 4 a 0 para a Alemanha, nas quartas de final da Copa.

"Quando Grondona começou a falar, o choro já era mais forte que suas palavras. Também conversamos em Pretória. Estava com Kun [Aguero] e com Maxi [Rodríguez]. Pediram que eu continuasse e eu lhes disse que iria ver. Vieram todos. Chegamos aqui e parecia que tínhamos conquistado a Copa do Mundo. Mas uma semana depois eu já estava fora", disse, chateado.

Por fim, o ex-jogador apontou o técnico César Menotti como o melhor com quem trabalhou e, quanto a jogadores, citou alguns como os melhores que já viu, entre eles, alguns brasileiros. "Romário, Ronaldinho Gaúcho, Zidane, Messi, Riquelme, Caniggia, Baggio, Van Basten. Gostava de ir vê-los jogar", finalizou.

 

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