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26/12/2010 - 07h30

Aspecto técnico é reforçado com novos critérios do Ranking Folha

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RODRIGO BUENO
DE SÃO PAULO

A essência do Ranking Folha permanece, mas a lista terá um olhar mais técnico e não primordialmente oficial. Para entrar na lista, era preciso um time ser campeão ou vice de uma disputa nacional. Agora, isso foi estendido para competições internacionais.

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Na década de Inter e São Paulo, Palmeiras e Vasco só patinam no Ranking Folha

Atualmente, é possível ser campeão mundial, da Libertadores ou mesmo da Copa Sul-Americana (como quase ocorreu com o Goiás) sem ser um dos dois melhores times do país ou sem ter vencido a Copa do Brasil. Assim, o CSA, vice da Copa Conmebol em 1999, é o 34º clube a integrar o ranking.

Para não haver um desequilíbrio grande na lista por conta de times com grande domínio estadual e pouca projeção nacional, criou-se um novo peso para os Estaduais menos tradicionais.

Campeonatos de Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Estados com presença mais constante na Série A do Brasileiro, continuam com a mesma pontuação. Os demais renderão 5 pontos para campeão e 2 para o vice.

Editoria de Arte/Folhapress
Ranking futebol brasileiro 2010 - pt 1
Editoria de Arte/Folhapress
Ranking futebol brasileiro 2010 - pt 2

O Ranking Folha não acompanhará a unificação de títulos nacionais aprovada pela CBF. O Brasileiro continua sendo a disputa nacional mais valorizada. A lista, no entanto, aumentou a pontuação do Torneio Roberto Gomes Pedrosa.

O embrião do Brasileiro passa a dar agora 20 pontos para o campeão e 13 para seu vice (eram 15 e 10). O "Robertão", ampliação do Rio-São Paulo, era uma disputa restritiva, sem acesso e descenso. Nasceu quando ainda era jogada a Taça Brasil e morreu quando o Brasileiro foi criado, em 1971.

A Taça Brasil permanece equivalente no ranking à Copa do Brasil. São duas competições com perfil semelhante _disputas de tiro curto, restritivas, usando Estaduais como classificatórios e oferecendo vaga na Libertadores ao campeão.

Também levando em conta o critério técnico, o ranking passa a contar o título do Flamengo de 1987. E isso sem desconsiderar o Sport como campeão. O aspecto oficial e o técnico serão levados em conta.

Importante salientar que a Folha sempre noticiou a decisão da CBF e a decisão judicial que garantem a taça ao Sport e que não cabe ao jornal oficializar ou não títulos esportivos. O intuito da lista é outro: espelhar o histórico técnico dos times.

A lista passa a contar também o Sul-Americano de 1948, vencido pelo Vasco. O embrião da Libertadores, reconhecido pela Conmebol, teve inegável importância e relevância técnica. Porém não contará com o peso de uma Libertadores.

Como já acontece no Ranking Folha do Futebol Mundial (cuja nova versão será publicada no próximo domingo), haverá a unificação dos segundos torneios da Conmebol. Supercopa, Copa Mercosul, Copa Conmebol e Copa Sul-Americana têm a mesma pontuação nas duas listas agora.

Os demais cortes do ranking continuam. De forma geral, competições que não tiveram sequência ou não conseguiram grande representatividade não são computadas. Dentre os torneios que ficam fora, estão a Copa Rio, a Copa Ouro, as Copas Master da Supercopa e da Conmebol, a Copa Suruga e a Supercopa do Brasil.

Disputas de só um jogo não dão pontos ao vice, pois esse já foi bonificado em competições prévias e não seria lógico pontuar em competição quem não teve nenhum resultado positivo.

Por premiar a excelência, a lista não trata de divisões inferiores que têm a função maior de acesso.

 

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