Publicidade

 

Publicidade

 

PUBLICIDADE

 
 
  Acompanhe a Folha.com no Twitter
20/07/2011 - 19h02

Ampliação do Itaquerão deve ser paga com dinheiro público

Publicidade

 

BERNARDO ITRI
DO PAINEL FC
RODRIGO MATTOS
DE SÃO PAULO

O governo do Estado de São Paulo admite que deve bancar o aluguel de estruturas provisórias para o Itaquerão ficar capacitado a abrir a Copa de 2014.

O diretor-superintende da Odebrecht em São Paulo, Carlos Armando Paschoal, porém, disse que o total a ser investido para a ampliação deve ficar em um valor que pode chegar a até R$ 70 milhões. A empresa é quem já acertou com o clube que construirá a arena corintiana.

Mais tarde, o governo paulista afirmou que o valor chegaria a, no máximo, R$ 50 milhões.

"O governo do Estado vai pagar entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões para adaptar o estádio para receber a abertura da Copa do Mundo", afirmou Paschoal.

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Emanuel Fernandes, confirma que haverá verba pública.

Luiz Carlos Murauskas/Folhapress
Obras no terreno do Itaquerão; clique na foto e veja mais fotos
Obras no terreno do Itaquerão; clique na foto e veja mais fotos

"O estádio é do Corinthians, as estruturas são do Corinthians", disse Fernandes, em entrevista para a rádio CBN. "Na abertura da Copa haverá dinheiro público. São Paulo quer a abertura da Copa, porque estaremos abertos para o mundo", completou.

Além da ampliação da arquibancada --de 48 mil lugares (como é previsto no projeto inicial) para 68 mil--, haverá aluguel de estruturas provisórias para a área de imprensa e para a recepção de chefes de estado, entre outras.

Para ser sede do jogo de abertura da Copa de 2014, a Fifa exige que o estádio tenha capacidade para, no mínimo, 65 mil lugares.

O presidente do Corinthians, Andres Sanchez, sempre afirmou que iria fazer um estádio para 48 mil pessoas e que não tinha como bancar uma ampliação.

Rivaldo Gomes/Folhapress
Andres Sanches entre Kassab e Alckmin em evento nesta quinta, em Itaquera
Andres Sanches entre Kassab e Alckmin em evento nesta quinta, em Itaquera

ZONA LESTE

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, também falou sobre a entrada de recursos na zona leste. "As isenções justificam o investimento na região, independentemente do jogo inaugural. Mas, com a abertura, a receita gerada será de R$ 1,5 bilhão porque serão semanas com a presença de turistas, imprensa, Congresso da Fifa. Sem ela, a receita ficará entre R$ 700 e 800 milhões", declarou o prefeito.

Porém, quando questionado sobre quanto desse montante seria revertido especificamente para a zona leste, Kassab disse que "o orçamento não é da zona leste. É da cidade de São Paulo."

Para exemplificar, ele citou a F-1 no autódromo de Interlagos. "Todo ano, são investidos R$ 30 milhões para o evento, mas o lucro é de R$ 100 milhões."

O governador do Estado, Geraldo Alckmin ratificou a fala de Kassab e garantiu que as obras de infraestruturas estarão prontas a tempo do Mundial.

 

Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade

Publicidade

 

Publicidade

 

Publicidade