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03/10/2011 - 18h44

Para São Paulo, gandulas do Morumbi seguem orientação da CBF

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ADRIANO WILKSON
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O vice-presidente de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes, afirmou que os gandulas que trabalham pelo clube apenas seguem uma orientação da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) ao segurar as bolas em mãos.

Durante o duelo contra o Flamengo, no domingo, no Morumbi, a atitude dos gandulas foi questionada. Quando o goleiro Rogério Ceni ia bater faltas próximas da área adversária, os gandulas tiravam de perto do gol bolas que possibilitariam ao clube carioca contra-atacar.

Almeida Rocha-02.out.2011/Folhapress
Jogadores do Flamengo e do São Paulo cercam árbitro durante confronto, no Morumbi
Jogadores do Flamengo e do São Paulo cercam árbitro durante confronto, no Morumbi

O Flamengo reclamou, e o árbitro Fabrício Neves Corrêa expulsou um dos auxiliares.

O clube paulista se defende. "O São Paulo segue todas as regras previstas na regulamentação do futebol", disse Jesus Lopes. "O São Paulo não instrui nenhum de seus colaboradores para que fujam de um comportamento ético. O clube repele as acusações de que estaria orientando os gandulas a retardarem o jogo."

Segundo o cartola, o próprio São Paulo foi prejudicado porque o Flamengo teria demorado a recomeçar a partida em alguns momentos. "Se você olhar as imagens com calma, verá que houve lances de jogador da outra equipe segurando a bola, retardando o reínicio da partida, mas isso faz parte do futebol. É do jogo."

Apesar defender a ação de seus gandulas, o vice-presidente afirmou que o clube vai analisar novamente as imagens do partida. E não descarta punição aos envolvidos. "A princípio, não houve nada de errado na atitude dos nossos colaboradores. Mas nós vamos rever as imagens, e, se houve algum desvio de conduta, vamos tomar as medidas cabíveis."

O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) solicitou cópias das imagens do jogo e pode denunciar o clube por conduta antidesportiva. Nesse caso, o São Paulo pode ser multado em até R$ 10 mil, e o gandula expulso pode ser suspenso.

Procurada pela reportagem, a CBF não se pronunciou até o momento.

Arte/Folhapress

 

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