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04/10/2011 - 08h12

Após lei do silêncio, Deola vê ambiente mais limpo no Palmeiras

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THIAGO BRAGA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O Palmeiras ficou menos de uma semana sob a lei do silêncio imposta pelo técnico Luiz Felipe Scolari. Mesmo não surtindo o efeito esperado pelo comandante, que queria testar a confiança dos atletas e descobrir quem andava vazando informações, a medida foi elogiada pelo goleiro Deola.

"O silêncio evita polêmicas", disse o arqueiro, na festa de lançamento da clínica São Marcos, centro de fisioterapia inaugurado nesta segunda-feira pelo goleiro Marcos. Deola continuou.

"Todo mundo tem liberdade para falar o que quiser e arca com o que falar. Não foi nem lei do silêncio. Foi um momento para não dar margem para polêmica, qualquer vírgula virava polêmica. Era o momento para ficar quieto. O trabalho continuou da mesma forma. Não falando demais, demos uma limpada no ambiente", falou Deola.

Ele afirmou que o que mais mexe com o elenco é o fato de o elenco ler notícias que, segundo eles, não refletem a realidade.

Almeida Rocha/Folhapress
Deola salta para defender bola durante jogo do Palmeiras
Deola salta para defender bola durante jogo do Palmeiras

"Não falo que não sejam verdades. Não quero questionar a imprensa. Mas tem uma matéria extensa e, às vezes, a manchete não é o que está na matéria. Vendo a manchete, achei que estava brigado com o Kleber. Mas falaram que cutuquei o Kleber. Só falei que tinha de resolver as coisas internamente, que é o que todo clube faz", analisou Deola.

Deola também aproveitou para comentar as declarações de Marcos, que mais cedo havia dito que ficaria tranquilamente na reserva de Deola, porque o atual titular "está voando ele, se arrastando."

"Não coloco ninguém no banco. Estou trabalhando para dar continuidade ao trabalho dele, que sempre foi muito bem feito. Para que, na medida do possível, o clube e os torcedores não sintam tanto a ausência dele", afirmou Deola, que agradeceu as palavras do camisa 12 e retribuiu os elogios.

"Quando li, fiquei muito feliz vindo da pessoa que veio. Mas com 38 anos, ele ainda voa, sempre com segurança. Ele tem todas as condições de ficar no gol. Tudo o que eu sei, aprendi com ele", exclamou.

Questionado sobre o momento do Palmeiras, 8º colocado com 40 pontos, quatro a menos que o Fluminense, que hoje seria o último classificado para a Libertadores, o jogador afirmou que não sabe o que tem de ser feito para que a equipe tenha o que ele acha que falta: regularidade.

"Se a gente soubesse, seria fácil. Nosso maior problema é a irregularidade. Temos que ter um pouquinho de atenção. Vários jogos saímos na frente e permitimos o empate. Mas não dá para dizer que estamos fazendo um mau campeonato. É regular para bom. Precisamos dessa vitória para engrenar", ele se referia ao clássico do próximo domingo contra o Santos, na Vila Belmiro.

Deola foi um dos poucos do atual elenco a prestigiar o evento do companheiro --além dele, só os goleiros Rafael e Fábio. Scolari esteve no local, mas ficou pouco tempo e se limitou a falar sobre o empreendimento de Marcos.

O presidente do clube, Arnaldo Tirone não se fez presente e foi representado pelo seu vice Roberto Frizzo.

Arte/Folhapress

 

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