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04/10/2011 - 16h47

Ferrari defende engenheiro depois da polêmica em Cingapura

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DA EFE, EM ROMA

A Ferrari saiu em defesa do seu engenheiro Rob Smedley, envolvido em uma polêmica por dizer ao brasileiro Felipe Massa para "destruir a corrida" de Lewis Hamilton, durante o GP de Cingapura.

Via rádio, Smedley pediu a Massa que atrasasse e destruísse a corrida de Hamilton "o máximo que pudesse". Sua orientação foi posteriormente incluída no vídeo com os melhores momentos do GP, que a organização da F-1 publica em seu site, o que gerou uma grande polêmica no Reino Unido.

Tim Ching/Efe
Massa anda com o pneu furado durante o GP de Cingapura
Massa anda com o pneu furado durante o GP de Cingapura

A Ferrari, em seu blog oficial, alegou que as palavras de Smedley foram "da boca para fora". Além disso, a escuderia criticou a imprensa inglesa, dizendo que os jornais britânicos "fizeram tempestade em copo d'água".

"É verdade que a escolha da palavra destroçar não foi politicamente correta, mas não tinha má intenção", justificou a Ferrari em sua página oficial.

A escuderia não só diminuiu a importância das declarações como negou que tenha algo a ver com o incidente posterior. A mensagem foi falada pouco antes da colisão entre os dois pilotos.

"Não seria difícil evitar este mal-entendido, mas são coisas que passam no frenético mundo da F-1", expressou a escuderia italiana.

No circuito de Cingapura, Hamilton tentava ultrapassar Massa para garantir o quinto lugar que ocupava o brasileiro, e, uma volta após o comunicado via rádio, o inglês tocou o pneu traseiro do brasileiro, estourando o composto.

O piloto inglês foi penalizado por causar o acidente, mas finalizou a corrida em quinto lugar, enquanto Massa, que teve que voltar aos boxes, acabou em nono.

Ao término da corrida, Massa parabenizou ironicamente Hamilton e disse: "Bom trabalho, muito bom trabalho".

Logo depois, falou à imprensa e comentou que a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) deveria ser mais severa com o inglês, porque caso contrário, ele não "vai aprender nunca".

Arte/Folhapress.

 

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