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Mineiros pedem dinheiro público e ouvem "não"
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ADRIANO WILKSON
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Em crise, nas últimas posições do Brasileiro, os clubes mineiros decidiram apelar ao governo estadual para tentar ganhar fôlego financeiro.
Os três que disputam a Série A do Nacional pediram patrocínios milionários ao Estado. Mas receberam um "não".
O Cruzeiro disse, por meio de assessoria, que tem acordo para receber R$ 9,9 milhões da estatal Loteria Mineira, divididos em 11 parcelas. Em troca, a estatal estamparia sua marca no uniforme.
Atlético e América confirmaram estar negociando patrocínio semelhante. O clube alvinegro, porém, disse que o Estado só se pronunciaria no fim das negociações.
Ontem, a assessoria de imprensa do governo de Minas afirmou que a Loteria Mineira recusou a proposta de ajuda às finanças dos clubes.
A estatal as considerou inviáveis técnica e financeiramente. O governo disse que avisaria os dirigentes assim que chegasse a uma alternativa de financiamento. Ou seja, ainda estuda um jeito de repassar verba aos clubes.
| Washington Alves/Vipcomm | ||
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| Montillo, do Cruzeiro, disputa bola em lance contra o Atlético-MG |
Os cartolas ergueram o pires ao governador reclamando de prejuízos que estariam tendo desde que o Mineirão fechou para obras da Copa, em junho do ano passado.
Marcos Salum, presidente do América, disse que o clube deixou de ganhar cerca de R$ 6 milhões desde que o estádio Independência, a primeira opção para o Mineirão em obras, entrou em reforma.
O novo Independência deve ser entregue em 2012.
O Cruzeiro relata prejuízo maior: R$ 20 milhões. Além de arrecadação menor de bilheteria, o time inclui no cálculo gastos com o deslocamento até Sete Lagoas, onde tem mandado seus jogos.
O Mineirão só deve ficar pronto em dezembro de 2012.
Apesar de utilizar o termo "choradeira" para definir sua abordagem ao governo, o cartola do América diz que a opção por financiar os times traria retorno à Loteria Mineira.
"É uma coisa que faz publicidade, é boa para a empresa. Entregamos um relatório de mídia, enviamos um dossiê completo. Não é só um papel pedindo", disse Salum.
A reportagem apurou que o acordo não foi bem-visto dentro da empresa estatal.
Um funcionário disse que o governo não deveria financiar clubes, o que poderia ser alvo de investigação do Ministério Público. Isso já ocorreu em outros Estados. Desde 2003, essa é a pior fase dos mineiros no Nacional.
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