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18/10/2011 - 10h09

Fifa comemora e depois lamenta denúncias contra ministro

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DE SÃO PAULO

A repercussão das denúncias que envolvem o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., gerou sentimentos antagônicos na Fifa. De cara, assim como o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, sorrisos se abriram por causa do desgaste que ele acumula com a entidade. Depois da alegria instantânea, veio a preocupação. A Fifa, impaciente e insatisfeita com o texto da Lei Geral da Copa, teme que a queda do ministro cause ainda mais atraso nas alterações do projeto.

A informação é da coluna Painel FC, assinada por Eduardo Ohata e Bernardo Itri, publicada nesta terça-feira pela Folha. A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

Interlocutores da Fifa dizem que, por mais que Silva Jr. não viva uma lua de mel com a entidade, ele está a par do que foi pedido de alteração no texto. Uma substituição por alguém que não esteja envolvido com o assunto, portanto, seria ainda mais prejudicial.

Alan Marques - 17.out.2011/Folhapress
O ministro do Esporte, Orlando Silva, durante entrevista em Brasília
O ministro do Esporte, Orlando Silva, durante entrevista em Brasília

DENÚNCIAS

O ministro do Esporte, Orlando Silva, negou nesta segunda-feira envolvimento em irregularidades na pasta, que chefia desde 2006.

"Estou confiante para que a verdade seja reestabelecida, não é possível que um criminoso se converta numa fonte de verdade", disse ele. "Vou até as últimas consequências para defender minha honra", reiterou.

Silva é acusado de participação num esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo, que dá verba a ONGs para incentivar jovens a praticar esportes. A acusação foi feita à revista "Veja" pelo policial militar João Dias Ferreira.

Segundo Ferreira, o ministro teria recebido dinheiro vivo na garagem da pasta, o que Silva nega. À revista um funcionário do policial, Célio Soares Pereira, afirmou ter entregue dinheiro ao próprio ministro na garagem do ministério, em Brasília, no final de 2008.

 

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