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Abertura da Copa terá samba e frevo; organização e produtores divergem

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A festa de abertura da Copa, marcada para o dia 12 de junho, em São Paulo, terá como tema elementos folclóricos da cultura brasileira.

Com instrumentos musicais no gramado e uma iconografia inspirada na flora do país, entrarão em cena coreografias envolvendo samba de roda, frevo, capoeira, danças gaúchas e samba de Carnaval.

Também haverá coreografias com bolas de futebol, inspiradas no "freestyle" –gênero que ganhou popularidade em campanhas publicitárias, em que o protagonista faz embaixadas, cabeçadas e outros truques com bola parada ou em movimento, utilizando várias partes do corpo.

O espetáculo, que terá aproximadamente 25 minutos de duração, terminará com a execução de "We Are One", música tema da competição. Será interpretada pelas cantoras Jennifer Lopez e Claudia Leitte e pelo rapper norte-americano Pitbull no palco que será montado noestádio do Itaquerão.

A informação é de Alan Cimerman, CEO da Team Spirit, empresa contratada pelo Comitê Organizador Local da Fifa.

A concepção da festa coube ao escritório do italiano Franco Dragone, que foi diretor artístico do Cirque du Soleil por cinco anos.

Entre backstage (bastidor), coreógrafos e voluntários, cerca de 1.200 pessoas trabalharão no evento. Cerca de 60% são voluntários de escolas de dança, circo, capoeira e ONGs do país, entre os 20 e 30 anos.

Cimerman prefere não usar o termo voluntários. "Estamos trabalhando na capacitação de talentos para deixar um legado para o país."

"O Brasil tem muito talento, mas talvez ainda falte capacitação técnica. Por exemplo, não temos estrutura suficiente para achar bons profissionais em perna de pau. É preciso formá-los", acrescenta.

"Então esses alunos não estarão trabalhando a troco de nada. Estamos oferecendo seguro-saúde, uniforme, refeições, transporte e ainda um certificado de participação que vai valer muito", conclui.

A seleção de voluntários em países-sede é comum em eventos como a Copa. Quanto aos instrutores e coreógrafos contratados para instruí-los, Cimerman afirma que 90% são brasileiros. "Grandes profissionais estão vindo de fora para transmitir conhecimento e experiência, como em maquiagem", afirma.

RECLAMAÇÕES

No mercado brasileiro, a ação da Team Spirit não é consensual. Mais de um produtor ouvido pela Folha relatou ter sido contatado pela agência para trabalhar de graça na capacitação de voluntários.

"Estou há 22 anos no mercado e nunca vi coisa igual. Eles queriam nossos alunos e nossos instrutores trabalhando sem receber", afirma Renato Ferreira, que tem uma companhia de circo. "Quando lhes perguntei sobre o cachê, disseram que a verba era reduzida. Como assim? O Ronaldo faria isso de graça?"

Dezesseis profissionais da companhia de Ferreira trabalharam na Copa da Alemanha e receberam cachê em torno de € 200 (R$ 654) por ensaio.

"A realidade da produção cultural brasileira já é dura, é um desrespeito convidar um profissional a trabalhar gratuitamente em evento como a Copa", afirma Junior Perim, que também diz ter sido procurado nessa condição.

Cimerman afirma que a Team Spirit entrou em contato com as escolas em busca de alunos que se dispusessem a participar como voluntários.Para ele, quem não foi chamado é que reclama.

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