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'É um susto ver o Brasil se revoltar com futebol', diz autor mexicano

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Fã de futebol e cronista esportivo, o romancista Juan Villoro considera o embate entre Brasil e México um momento de autorreflexão desses países sobre o contexto político que vivem.

"Não sei se, no México, uma Copa poderia motivar críticas ao governo ou ao modelo de país que temos. É muito saudável que isso esteja ocorrendo aí. Creio que aqui não conseguiríamos sair do clima de festa e euforia", disse à Folha.

"Além disso, nos acostumamos em considerar o Brasil cúmplice da Fifa, isso agora mudou."

Preparando as malas para vir para a próxima Festa Literária de Paraty, em julho, Villoro frustrou-se por não ter podido viajar também para a Copa.

"Os jornais estão sem dinheiro, eu teria de fazer a cobertura para alguma televisão, que é quem pode bancar esses custos aqui hoje. E as TVs no México são muito ruins, não seria possível fazer uma cobertura de nível."

Villoro diz que a Copa tem feito com que os mexicanos comparem as infraestruturas dos dois países. "O fato de que vocês estão com problemas nos aeroportos e com superlotação no sistema hoteleiro nos faz crer que faríamos essa tarefa melhor."

Para o escritor, as comparações têm sido mais comuns desde o governo do conservador Felipe Calderón (2006-2012), que usou o Brasil como medida para comparar o desenvolvimento e o crescimento do país.

"Há um susto inicial, quando vemos justo vocês, tantas vezes campeões e tão identificados com o esporte, se revoltarem com o futebol. Ao mesmo tempo, é como se estivéssemos ajustando a imagem do Brasil. Não se trata só de Carnaval e alegria."

OTIMISMO

Do ponto de vista do futebol, Villoro crê que a seleção mexicana melhorou desde as eliminatórias, quando só se classificou graças a um resultado dos EUA.

"Contra o Brasil, temos muito respeito, mas também colhemos alguns resultados bons nos últimos anos, como no campeonato sub-17 e na Olimpíada. Portanto, há um pouco de otimismo."

Acrescenta que a vitória contra Camarões, na estreia, deu confiança. "Seria muito mais difícil se tivéssemos a obrigação de ganhar do Brasil, agora um empate poderia ser razoável", completa.

O México passará, nas próximas semanas, por um processo de debate e aprovação, no Congresso, de sua reforma energética e das telecomunicações. Para Villoro, o governo tem usado de forma oportunista a Copa para não tornar público um debate sobre esses assuntos.

"Isso é ruim, as reformas serão aprovadas durante o campeonato, as pessoas não estarão conectadas com a discussão."

Alex Cruz18.mar.2014/Efe
O escritor mexicano Juan Villoro
O escritor mexicano Juan Villoro fala em evento na Cidade do México
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