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Empresas doam crédito de carbono para 'limpar' Olimpíada

Treze empresas doaram créditos ambientais ao governo do Rio de Janeiro para que as emissões de gases poluentes da Olimpíada pudessem ser totalmente compensadas, segundo a Secretaria de Estado do Ambiente.

Os créditos ambientais são iniciativas que ajudam a reduzir emissões ou capturar gases poluentes da atmosfera. Foram criados pelo Protocolo de Kyoto, assinado em 1997, para estabilizar as mudanças climáticas no planeta.

Em geral, eles podem ser vendidos para países que precisam cumprir metas de redução de poluição. Mas, neste caso, foram doados em razão da grave crise financeira do Estado.

Os projetos envolvidos compensam a 1,6 milhão de toneladas de gás carbônico emitidos em obras relacionadas aos Jogos, sob responsabilidade do poder público.

Os Jogos devem emitir cerca de 3,6 milhões de toneladas de carbono equivalente –terminologia usada para medir o impacto ambiental.

Desse total, dois milhões são de responsabilidade do Comitê Organizador da Rio-16, que já havia cumprido sua parte em parceria com a empresa Dow, patrocinadora do COI (Comitê Olímpico Internacional).

As emissões vêm principalmente da montagem de tendas temporárias, sistema de transporte de torcedores e família olímpica.

A Folha mostrou no início do mês que nenhuma meta de legado da Olimpíada prometida no dossiê de candidatura para o meio ambiente foi cumprida. Entre elas está o plantio de 24 milhões de mudas para recomposição da Mata Atlântica –foram plantadas 5,5 milhões.

A gerente de sustentabilidade da Rio-16, Tânia Braga, afirma que decidiu-se adotar outras estratégias para compensar as emissões.

Segundo ela, o comitê, em parceria com a Dow, estimulou a adoção de novas tecnologias para produção de embalagens e a intensificação da agropecuária, aumentando o aproveitamento da terra e reduzindo o desmatamento.

"Essas iniciativas também deixam um legado, já que são uma prática sustentável que vai continuar depois dos Jogos", disse.

Doaram ao Estado a Grafopel Gráfica e Editora Eireli; IMEI Consultoria; Associação de Bancos nos Estados de Goiás, Tocantins e Maranhão; Associação dos Produtores do Teles Pires; Associação dos Produtores do Núcleo Arinos; Agropecuária Nossa Senhora do Carmo S.A; Associação dos Produtores do Madeira Mata Viva; Clube Pasi de Seguro; Eletrosul; Chesf; Engie Brasil; Mitsui; e ESBR Energia Sustentável do Brasil.

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