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Abertura dos Jogos abraça causas dos refugiados e da sustentabilidade

A Olimpíada abraçou as causas. Essa foi a mensagem passada na cerimônia de abertura dos Jogos do Rio, neste sábado (5). Refugiados, inclusão e sustentabilidade foram os temas da festa no Maracanã.

O Rio é bonito por natureza e escolheu a natureza para vender sua Olimpíada na primeira parte da cerimônia.

Da formação do mundo à floresta, a história do Brasil foi contada de maneira rápida com referências aos índios, aos escravos, aos imigrantes, à população das grandes cidades e das favelas de hoje.

Idealizadores da cerimônia, Andrucha Waddington, Daniela Thomas e Fernando Meirelles trabalharam com orçamento enxuto, cerca de R$ 100 milhões, e reforçaram a mensagem com alternativas baratas, como projeções no gramado do Maracanã, que criaram um efeito muito bonito.

No início da festa, o público ainda não lotava o estádio do Maracanã, mas foi aumentando com a festa já em andamento.

A contagem regressiva feita por uma performance que usava quadrados de plástico metalizado para simular no Maracanã uma obra do artista Athos Bulcão.

Em seguida, um grande símbolo da paz verde foi projetado no centro do palco.

O presidente do Comitê Olímpico Internacional foi anunciado na tribuna. O cerimonial não citou o presidente interino Michel Temer, como previsto no programa distribuído à imprensa.

Para vender o país, a festa abusou de ícones nacionais.

O hino nacional foi cantado por Paulinho da Viola. Em um trecho, "Garota de Ipanema" tocou para a entrada de Gisele Bündchen, desfilando sobre desenhos do arquiteto Oscar Niemeyer, depois de o 14 Bis, de Santos Dumont, voar no Maracanã.

Quando Gisele chegou na frente de uma favela estilizada, começou o funk "Rap da felicidade", com Ludmilla. Em ensaio da cerimônia, houve polêmica sobre um suposto assalto à modelo que teria sido tirado da festa. Elza Sores, Zeca Pagodinho e Marcelo D2 também cantaram.

Karol Conka e MC Soffia enalteceram o orgulho dos negros, e uma grande mão fechada, símbolo do movimento, foi colocada na favela.

Nos Jogos de 1968, os americanos John Carlos e Tommie Smith fizeram o gesto no pódio e foram expulsos.

Quando Jorge Benjor cantou "País Tropical", o Maracanã dançou e esquentou o clima para a entrada das delegações.

Jewel Samad/AFP
Dancers perform during the opening ceremony of the Rio 2016 Olympic Games at the Maracana stadium in Rio de Janeiro on August 5, 2016. / AFP PHOTO / Jewel SAMAD
Punho cerrado na abertura dos Jogos simboliza a luta dos negros

A FLOR A NÁUSEA

Cada atleta que desfilou, em seguida, plantou uma semente. As mudas de árvores serão colocadas no Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca.

Os times eram precedidos por uma bicicleta, em mais uma mensagem de sustentabilidade e inclusão, já que cinco ciclistas eram transgêneros.

Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Organizador Rio 2016, discursou misturando inglês e português, disse que "o melhor lugar do mundo é aqui e agora", citando música de Gilberto Gil. Foi vaiado ao agradecer o apoio das três esferas de governo na organização do evento.

Thomas Bach trouxe de vez a política para a cerimônia. Falou da intolerância no mundo e ressaltou que, nos Jogos, 11 mil atletas convivem em harmonia. "Nossas forças compartilhadas são maiores do que as forças que querem nos dividir." E deu boas-vindas ao time de refugiados, aplaudido de pé.

As pombas da paz foram substituídas por pipas com mensagens de crianças da ONG de Kip Keino, ex-corredor queniano, homenageado com um prêmio para trabalhos sociais.

O presidente interino, Michel Temer, declarou abertos os Jogos e também foi vaiado.

Após "Sandália de Prata" nas vozes de Cateano Veloso, Gilberto Gil e Anitta, acompanhados de escolas de samba, Guga entrou com a tocha. Hortência a carregou em seguida. A pira foi acesa por Vanderlei Cordeiro de Lima. O auge da festa não teve a mesma vibração e emoção do restante da cerimônia.

A pira é muito pequena. Segundo os organizadores, para diminuir o gasto de combustível. Atrás dela há uma escultura que representa o sol, uma energia renovável.

Jae C. Hong/Associated Press
Vanderlei de Lima lights the Olympic flame during the opening ceremony for the 2016 Summer Olympics in Rio de Janeiro, Brazil, Friday, Aug. 5, 2016. (AP Photo/Jae C. Hong) ORG XMIT: OLY749
Vanderlei de Lima acende pira olímpica na abertura dos Jogos do Rio
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