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Vazamento de óleo no rio Pará foi de 220 litros

Agência Folha 17/03/2000 20h17
De Belém

Vazaram 220 litros de óleo BPF (derivado de petróleo usado em caldeiras) da balsa Miss Rondônia, que afundou no dia 4 de fevereiro no rio Pará com 1.920 toneladas do produto.

A informação é de José Aires, integrante da Comissão de Meio Ambiente do Instituto Brasileiro de Petróleo e indicado pelo Museu Emílio Goeldi para trabalhar na equipe que estuda o impacto ambiental do acidente.

A estimativa dos órgãos ambientais era que tinham vazado de 500 a 1.000 litros de BPF no dia 4 de março, durante a primeira tentativa de flutuação da balsa. O vazamento aconteceu por causa de uma rachadura na carcaça da bomba de sucção.

Segundo Aires, dos 220 litros, 140 foram recolhidos pelos mergulhadores que trabalharam no resgate e 80 se espalharam pelo rio. ``É uma quantia insignificante num local como aquele.»

O rio Pará tem 20 km de largura e sua profundidade varia de 4 a 30 metros. O cálculo da quantidade de litros que escaparam foi feito baseado no tamanho da rachadura na bomba e na vazão da mangueira utilizada na operação.

Mesmo com essas conclusões, os técnicos do Museu Emílio Goeldi irão recolher outras amostras de água e do solo da região para chegar à conclusão final do relatório.

Com a conclusão do estudo, a Sectam (Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente), que já autuou a Texaco pelo acidente, pode estipular o valor da multa, que varia de R$ 100 a R$ 10 mil.

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