Ambiente
10/12/2007 - 05h41

Seul declara área atingida por vazamento como "zona catastrófica"

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da Folha Online

O governo da Coréia do Sul declarará em breve como "zona especial de desastre" a região de Taean, onde um petroleiro acidentado nesta sexta-feira (7) verteu ao mar mais de 10.000 toneladas de petróleo, informou nesta segunda-feira (10) a agência de notícias Yonhap.

O combustível derivado do petróleo já se estendeu por 20 km em direção ao nordeste e por cerca de 30 km rumo ao sudeste, e até agora 8.200 hectares foram contaminados.

Segundo as autoridades, a maior parte do petróleo derramado ainda não chegou às costas sul-coreanas, mas uma grande mancha se aproxima do litoral.

Em uma visita à zona afetada, o ministro do Interior, Park Myung-jae, indicou que após os procedimentos necessários e em um prazo de um ou dois dias a área será declarada zona catastrófica.

Park se reuniu neste domingo (9) com o primeiro-ministro, Han Duck-soo, e com outras autoridades sul-coreanas para criar as medidas que buscam atenuar o pior desastre meio ambiental ocorrido na história do país.

Desastre

Neste sábado, o governo da Coréia do Sul declarou o "estado de desastre" na área atingida, a fim de facilitar as ajudas pessoais e materiais.

A declaração da zona catastrófica nos próximos dias implicará num envio de ajuda financeira para atenuar os danos provocados pelo desastre.

Neste domiongo, três dias depois do acidente, mais de 90 navios, seis aviões, 6.650 soldados e policiais e milhares de voluntários trabalhavam na limpeza da região para impedir que as conseqüências do maior desastre ecológico do país alcancem praias e criadouros de marisco.

Até o momento, já foram retiradas 100 toneladas de petróleo, quase 1% do total derramado.

Além do turismo, os setores pesqueiro e marisqueiro também estão ameaçados.

Pior acidente

O acidente aconteceu na sexta-feira quando o petroleiro de Hong Kong o Hebei Spirit colidiu com um cargueiro sul-coreano no mar ocidental da Coréia do Sul e verteu ao mar mais de 10.000 toneladas de petróleo.

Até o momento, o pior desastre ambiental da Coréia do Sul tinha sido o naufrágio, em julho de 1995, de um petroleiro sul-coreano nas proximidades de Yeosu, cidade que abrigará a Exposição Universal de 2012, cuja edição vai ser dedicada aos recursos hídricos.

No acidente de 1995, foram derramadas 5.035 mil toneladas de petróleo. As perdas chegaram a US$ 75 milhões.

Além disso, o governo sul-coreano precisou de mais US$ 23 milhões para a limpeza do local, que durou cinco meses.

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