Ambiente
14/12/2007 - 07h55

Recifes de corais estão ameaçados por emissão de CO2, diz estudo

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da France Presse, em Washington

Os recifes de coral do planeta estão ameaçados e correm sérios riscos se o nível de CO2 (dióxido de carbono) na atmosfera e a acidez das águas oceânicas continuarem aumentando no atual ritmo, segundo estudo publicado na quinta-feira (13).

Os altos índices de acidez dissolvem minerais na água necessários para a calcificação dos corais, determinando sua morte prematura, alertaram em um estudo publicado pela revista "Science" os pesquisadores da Carnegie Institution, com sede em Washington.

A não ser que as emissões de CO2 --principal responsável pelo aquecimento global-- se estabilizem e caiam, 98% dos habitais dos recifes de coral estarão imersos em águas excessivamente ácidas, afirmaram os oceanógrafos e co-autores do estudo Ken Caldeira e Long Cao.

Seus cálculos se baseiam em modelos computadorizados da composição química da água, sempre em constante mutação, em relação aos crescentes níveis de CO2 na atmosfera. Os pesquisadores partiram das 280 partes por milhão (ppm) da era pré-industrial aos atuais 380 ppm, projetando um índice futuro de 550 ppm.

As emissões de dióxido de carbono estão em alta especialmente por causa da atividade humana, e sobretudo devido à queima de combustíveis fósseis, apontaram os cientistas.

"Quase um terço do dióxido de carbono lançado na atmosfera é absorvido pelos oceanos, o que ajuda a retardar o efeito estufa, mas é um grande poluidor do oceano", explicou Caldeira.

Substância vital

O CO2 absorvido produz ácido carbônico, que dissolve certos minerais, principalmente o argônio, que é utilizado pelos corais para fazer crescer seus esqueletos, disse.

Se o CO2 na atmosfera se estabilizar em 550 ppm, afirmou Cao, "nenhum recife de coral poderá sobreviver a esse ambiente".

Segundo Bob Steneck, da Universidade de Maine, outro co-autor do trabalho, quase um bilhão de pessoas na Ásia dependem da pesca nos recifes de coral.

"Os recifes de coral estão sentindo os efeitos de nossas ações e é agora ou nunca o momento de atuar se queremos salvar estas criaturas marinhas e as formas de vida que deles dependem", concluiu.

 

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