Ambiente
14/12/2007 - 07h45

Austrália deve usar Marinha para controlar Baleeiros japoneses

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da Ansa, em Sydney

A Austrália não descarta recorrer à Marinha para controlar os baleeiros japoneses, disse na quinta-feira (13) o premier trabalhista australiano, Kevin Rudd, na conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre as mudanças climáticas que ocorre em Bali.

Na quarta-feira, o Greenpeace havia tocado no assunto dizendo que seu barco Esperanza, atracado na Nova Zelândia, prepara-se para partir para interceptar os pesqueiros japoneses.

Seis pesqueiros japoneses estão nos mares do sul para aquela que poderia ser a maior matança dos últimos 20 anos, com um alvo previsto de 935 baleias-anãs, 50 baleias azuis e, pela primeira vez em 40 anos, também 50 jubarte.

O porta-voz do Greenpeace, Dave Walsh, havia pedido ontem ao ministro do Meio Ambiente, Peter Garrett, um "protesto formal contra o Japão e uma investigação sobre as costumeiras razões científicas por trás da pesca dos cetáceos".

Em Bali, o premier australiano disse: "tomamos muito seriamente o papel da Austrália na proteção das baleias nesta parte do mundo".

Rudd acrescentou então: "falaremos sobre isso mais profundamente na próxima semana, mas não excluímos medidas para colher informações para serem usadas no tribunal, como fotos que documentem a atividade ilegal dos baleeiros".

Ciência

"Os japoneses estão infringindo a lei, escondendo-se por trás de uma desculpa ridícula de pesquisa científica", disse Wlash.

A caça dos japoneses coloca em risco a sobrevivência também da indústria australiana do whale-watching, que tem um lucro anual de 180 milhões de euros (R $ 468,3 milhões).

Todos os anos, inúmeros turistas pagam para observar a passagem das baleias que da Antártida se dirigem à costa leste da Austrália, para dar à luz nas águas quentes das barreiras de corais, descendo novamente após o fim do verão acompanhadas dos filhotes.

 

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