Ambiente
31/01/2008 - 08h22

Ministro Sérgio Rezende diz ter certeza sobre desmatamento

da Folha Online

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, disse que tem de 95% a 97% de segurança de que os dados sobre o desmatamento da Amazônia do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) no final de 2007 estão certos, revela reportagem da Folha de S.Paulo desta quinta-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal). O instituto, cujos dados têm sido objeto de dúvida do governo de Mato Grosso, do Ministério da Agricultura e até do presidente Lula, é subordinado à pasta de Rezende.

"Em ciência nunca há 100% de certeza", afirmou o ministro, que é físico. Mas ele disse estar seguro dos dados. "É curioso que, quando o Inpe informava que o desmatamento estava caindo, ninguém questionava o dado." Questionado sobre qual margem de erro aplicaria aos dados, Rezende respondeu: "De 3% a 5%".

As declarações do ministro foram dadas após conversa com Gilberto Câmara, diretor do Inpe, que o sobrevoou ontem por quase duas horas, com um helicóptero militar, áreas que, segundo seus dados do instituto, teriam sido desmatadas no município de Marcelândia (870 km de Cuiabá) --líder do ranking dos 36 mais devastados nos últimos cinco meses de 2007. A observação aérea constatou a degradação prevista na análise do instituto.

Mesmo assim, o Inpe concordou ontem em fazer uma conferência dos dados referentes ao desmatamento detectado em Mato Grosso entre os meses de outubro e dezembro de 2007 pelo sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real). A forma de analisar os dados, no entanto, será mantida. "Conferência é diferente de revisão. Nós temos confiança de que nossos dados estão corretos", disse Câmara.

Os dados do desmatamento lançado pelo Inpe na semana passada revelaram a derrubada de 3.235 km2 de floresta na Amazônia nos últimos cinco meses de 2007.

Para o Inpe, o ritmo mostrou-se especialmente acelerado em Mato Grosso --que havia perdido a liderança no ranking do desmatamento para o Pará-- e em novembro e dezembro, meses em que tradicionalmente não há corte raso da floresta porque chove muito.

 

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